Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu (Igreja Paroquial de Telheiras)
Designação
DesignaçãoIgreja de Nossa Senhora da Porta do Céu (Igreja Paroquial de Telheiras)
Outras Designações / PesquisasIgreja do Antigo Convento de Nossa Senhora das Portas do Céu / Convento de Nossa Senhora das Portas do Céu / Convento de São Francisco de Telheiras / Igreja Paroquial de Telheiras / Igreja de Nossa Senhora das Portas do Céu (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia /
Tipologia
Categoria
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaLisboa/Lisboa/Lumiar
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
Estrada de TelheirasLisboa Número de Polícia: 113
LATITUDE LONGITUDE
38.759491-9.165342
DistritoLisboa
ConcelhoLisboa
FreguesiaLumiar
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MIP - Monumento de Interesse Público
CronologiaPortaria n.º 261/2012, DR, 2.ª série, n.º 125, de 29-06-2012 (ver Portaria)
Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-02-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Anúncio n.º 8794/2011, DR, 2.ª série, n.º 121, de 27-06-2011 (ver Anúncio)
Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho)
Despacho de concordância de 14-10-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Novo parecer de 13-10-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a continuidade do processo
Parecer de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a classificação da Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu como IIP
Informação favorável de 5-02-2009 do Departamento de Salvaguarda do IGESPAR, I.P,. mas limitando a classificação à igreja, por do convento já só subsistir a mole edificada, nada restando do seu interior
Proposta de 13-07-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para a classificação como IIP
Edital N.º 78/2006 de 10-11-2006 da CM de Lisboa
Despacho de abertura de 31-08-2006 da vice-presidente do IPPAR
Proposta de 28-08-2006 da DR de Lisboa para a abertura da instrução do processo da classificação do Convento e Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu
Proposta de 21-08-1989 do MN do Traje para a classificação do Convento de Telheiras como VC
ZEPPortaria n.º 261/2012, DR, 2.ª série, n.º 125, de 29-06-2012 (sem restrições) (ver Portaria)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 16-02-2012 do diretor do IGESPAR, I.P.
Anúncio n.º 8794/2011, DR, 2.ª série, n.º 121, de 27-06-2011 (ver Anúncio)
Novo parecer de 13-10-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a continuidade do processo
Devolvido à DRC de Lisboa e Vale do Tejo por despacho de 8-03-2010 do director do IGESPAR, I.P., para aplicação do Decreto-Lei n.º 309/2009, DR, 1.ª série, n.º 206 de 23-10-2009 (ver Diploma)
Parecer favorável de 15-07-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P.
Proposta de 13-07-2007 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEMonumento
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO9914631
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaA história do fundador deste imóvel é indissociável da génese do mesmo, que se relaciona com os interesses do império marítimo português no século XVII. Em 1591, o príncipe de Ceytavaca Catercorlas, com treze anos, subiu ao trono de Cândia, ilha de Ceilão, mas foi logo destronado. Ficou então sob protecção dos frades franciscanos e foi baptizado, tomando o nome de D. João de Áustria. A sua educação continuou até D. João de Cândia receber, em 1625, as ordens sacras em Madrid, obtendo de Filipe II de Portugal uma pensão eclesiástica. Voltou depois a Lisboa e instalou-se na Rua da Mouraria, onde veio a falecer em 1642 com 64 anos de idade.
Em 1625 instituíra a Irmandade de Nossa Senhora da Porta do Céu, mas não é certa a data da fundação do convento com a mesma invocação. Por volta de 1630 comprou a Quinta do Ouvidor-Mor, em Telheiras, para nela erigir um oratório e dedicar as construções existentes à convalescença de clérigos menores, que deveriam obter licença régia, mas como em 1632 ainda não se havia resolvido essa questão, doou o convento aos franciscanos.
Com a sua morte, encontrar-se-ia ainda em fase de conclusão a obra da igreja. Foi sepultado no carneiro debaixo do altar-mor, sendo as suas ossadas transferidas no século XVIII para um mausoléu encastrado na parede da capela-mor, encontrando-se actualmente no Museu Arqueológico do Carmo a respectiva lápide sepulcral e brasão. Está registada na porta da igreja conventual a data de 1656, que eventualmente corresponderá à da sua conclusão.
A partir do reinado de D. João V a igreja e convento passaram a ser frequentados pela casa real e nobreza, destacado-se o Marquês de Pombal como membro da Mesa da Irmandade, o que terá contribuído para a sua reconstrução após o terramoto de 1755. A mesma encontrar-se-ia pronta em 1768, facto evidenciado pela inscrição que se encontra sobre o portal.
O declínio e desaparecimento deste convento dá-se no período conturbado do século XIX. Ficou em 1833 em pleno campo de batalha das guerras liberais, tendo sido a 8 de Outubro ocupado pelas tropas do Marechal Saldanha. Neste período perdeu-se o seu recheio, nomeadamente a biblioteca, apesar de não reunir uma riqueza comparável à de outros conventos franciscanos da capital. Em 1834, com a extinção das ordens religiosas, passou para as mãos do Estado, sendo em 1837 vendido em hasta pública, juntamente com a cerca. Em 1910, a igreja foi transformada em oficina de serralharia, tendo sido arrancado o vigamento do coro e as lápides sepulcrais, e uma taberna instalou-se nas dependências conventuais, que terão, em dado momento e pelo menos em parte, sido ocupadas como habitação. Em 1941 a igreja foi recuperada ao culto após obras de restauro promovidas pelo Dr. Caetano Macedo. O ano de 2004 coincidiu com a criação da paróquia de Telheiras, em que a agora igreja matriz paroquial teve que ficar fechada ao culto, devido ao mau estado do telhado. Foi então assinado um protocolo entre a EPUL e o Patriarcado de Lisboa para se realizarem obras de restauro do exterior e da cobertura da igreja, que se iniciaram em Setembro de 2004.
A Nossa Senhora da Porta do Céu revestia-se de grande importância para a comunidade local de Telheiras: a sua imagem tinha na mão uma chave que, quando solicitada, era emprestada aos doentes ou moribundos; As suas festividades eram comemoradas a 4 de Outubro, evidenciando grande adesão popular.
O convento, apesar de ter sofrido várias vicissitudes e transformações, reflecte a traça singela das casas franciscanas. A sua planta apresenta actualmente a forma em U, constituindo a igreja, situada a poente, com a cabeceira para Sul, a maior das actuais três alas. Volumetricamente o edifício é composto por três paralelepípedos, tendo cobertura com telhados de duas águas, articulados nos ângulos. Na reconstrução, efectuada após o terramoto de 1755, ter-se-á aproveitado muito da primitiva igreja de gosto tardo-maneirista.
João Marques / DRL
Processo
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Nº de Imagens0
Nº de Bibliografias3

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
Guia Urbanístico e Arquitectónico de LisboaAA VVEdição1987Lisboa Data do Editor : 1987
"Nossa Senhora da Porta do Céu (Convento de)", Dicionário da Historia de LisboaGONÇALVES, Julieta CunhaEdição1994Lisboa
Monumentos Sacros de Lisboa em 1833Edição1927LisboaLisboa

IMAGENS

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Fachada principal

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Dependências conventuais anexas

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Planta com a delimitação e a ZP que esteve em vigor antes da classificação e da fixação da ZEP

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Interior: nave e capela-mor

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Planta com a delimitação e a proposta de ZEP (a ZEP já foi publicada no DR)

Igreja de Nossa Senhora da Porta do Céu - Planta com a delimitação e a ZEP em vigor

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: nave e capela-mor

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: parede lateral da nave

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: cimalha da nave

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: recanto com antigo confessionário

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral esquerda (lado nascente)

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal: pormenor do remate do portal

Igreja Paroquial de Telheiras - Vista geral de nascente (Estrada das Telheiras)

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: capela-mor

Igreja Paroquial de Telheiras - Zona envolvente a norte

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: pormenor

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral esquerda (nascente)

Igreja Paroquial de Telheiras - Muro fronteiro à fachada principal (Estrada das Telheiras)

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: parede lateral da nave e púlpito

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal: remate da janela central

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral direita voltada a poente

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral direita: porta travessa

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: parede da nave com púlpito

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: arco triunfal da capela-mor

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral esquerda: torre sineira

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal: portal

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal: inscrição no remate do portal

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada lateral direita (poente)

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: remate do arco triunfal da capela-mor

Igreja Paroquial de Telheiras - Enquadramento geral visto de poente

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior da sacristia: lavabo de parede

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachadas lateral e posterior (vista de sul)

Igreja Paroquial de Telheiras - Interior: janela na parede lateral

Igreja Paroquial de Telheiras - Fachada principal

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