Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Edifício da Quinta dos Lilases e Parque das Quintas das Conchas e Lilases
Designação
DesignaçãoEdifício da Quinta dos Lilases e Parque das Quintas das Conchas e Lilases
Outras Designações / PesquisasGaleria da Quinta dos Lilases / Edifício da Quinta dos Lilases / Academia Portuguesas de História (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Inventário Temático Norte Júnior 1905-1929 (Ver Inventário Temático Norte Júnior)
Categoria / Tipologia /
Tipologia
Categoria
Inventário TemáticoNorte Júnior
Localização
Divisão AdministrativaLisboa/Lisboa/Lumiar
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
Alameda das Linhas de TorresLumiar Número de Polícia: 198-200
LATITUDE LONGITUDE
38.770824-9.157128
DistritoLisboa
ConcelhoLisboa
FreguesiaLumiar
Proteção
Situação ActualEm Vias de Classificação
Categoria de ProtecçãoEm Vias de Classificação para IM - Interesse Municipal
CronologiaEm 18-02-2011 foi dado conhecimento do despacho à CM de Lisboa
Despacho de concordância de 23-12-2010 do director do IGESPAR, I.P.
Proposta de 8-10-2010 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo no sentido de prosseguir o procedimento para IM, visto o conjunto não ter valor nacional
Edital n.º 34/2007 de 27-04-2007 da CM de Lisboa, publicado no Boletim Municipal n.º 690 de 10-05-2007
Despacho de 23-03-2007 do Director Municipal de Cultura da CM de Lisboa a determinar a abertura do processo de classificação
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEConjunto
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO9914629
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaImóvel
A galeria da Quinta dos Lilases, implantada na zona do Lumiar, em Lisboa, foi projetada e edificada em 1916 como uma "passagem envidraçada para comunicação interior" entre duas áreas residenciais então existentes na quinta. Atualmente a Quinta dos Lilases integra o Parque da Quinta das Conchas e dos Lilases, e no seu edifício principal, voltado à Alameda das Linhas de Torres, encontra-se sedeada a Academia Portuguesa da História.
Constituída por uma grande estrutura de ferro e vidro, de planta retangular, a galeria implanta-se longitudinalmente entre dois corpos habitacionais, dividindo-se em dois pisos. O balcão superior, com madeira no pavimento, assenta sobre um conjunto de elegantes colunas de ferro unidas por cuidados elementos decorativos de inspiração floral. A galeria é composta por estrutura de ferro, formando uma varanda dividida a todo o comprimento por janelas geminadas com vidro transparente, que segundo a memória descritiva da obra eram originalmente de "chapa de vidro de fantasia", ou seja, vidro texturado e pintado, sendo rematada por elementos em espigão com volutas. Do lado direito, junto à casa principal da Quinta dos Lilases, dispõem-se duas escadas semi-circulares simétricas, permitindo o acesso exterior à galeria a partir da arcada de ferro. A galeria mantém a estrutura original, tendo acesso a partir do salão nobre da casa, o que atesta que a estrutura foi pensada não apenas por questões utilitárias mas também para enobrecer a área social da casa.
História
Localizada na zona das quintas de veraneio da capital, a Quinta dos Lilases foi adquirida nos anos finais do século XIX por Francisco Belard Mantero, comerciante ligado às sociedades agrícolas nas colónias ultramarinas. Desde a aquisição, o negociante dedicou-se a melhorar a propriedade, onde habitava durante largos períodos do ano, procedendo a obras de recuperação e ampliação das casas que aí existiam. A Quinta dos Lilases estava então dividida em duas áreas distintas, a habitacional, onde se situava a casa ainda hoje existente junto à Alameda das Linhas de Torres, com dois corpos, o jardim de inverno, as cavalariças e respetivo picadeiro, o lago e os respetivos pavilhões, e a zona agrícola, com os celeiros e as abegoarias.
Em 1916 Belard Mantero contratou o arquiteto Norte Júnior para projetar na fachada posterior da sua casa uma galeria que unisse os dois corpos residenciais, formando uma passagem interior entre os mesmos. O arquiteto esboçou então uma grande peça de arquitetura do ferro, cujo cariz funcional não abstrai o primor decorativo, resultando num desenho elegante e cuidado. O ferro forjado não era, aliás, estranho à obra do arquiteto, que o aplicou como um dos elementos principais dos programas decorativos dos seus projetos habitacionais, nomeadamente nos palacetes e vivendas que projetou entre 1904 e 1930.
Em 1968 a Quinta dos Lilases, juntamente com a contígua Quinta das Conchas, foi vendida pela família Mantero à Câmara Municipal de Lisboa. Os espaços foram unificados, transformando-se nas décadas finais do século XX num parque público. A galeria de Norte Júnior, recuperada por esses anos, é hoje um dos ex-libris do parque.
Catarina Oliveira
DGPC, 2015
Processo
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Nº de Imagens7
Nº de Bibliografias5

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (4º tomo)ATAÍDE, M. MaiaEdição2000Lisboa
Monumentos e edifícios notáveis do distrito de Lisboa, vol. V (4º tomo)SOARES, Maria MicaelaEdição2000Lisboa
Quinta dos Lilases. Contributos para a sua história.FERREIRA, Rosa TrindadeEdição2006Lisboa
Norte Júnior: obra arquitectónica, Tese de Mestrado em História da Arte.PAIXÃO, Maria da Conceição LudoviceEdição1989Lisboa
"Quinta dos Lilases". Dicionário da História de Lisboa.GONÇALVES, Julieta CunhaEdição1994Lisboa
Arquivo Municipal de Lisboa, Obra n.º 29393Edição1916Lisboa

IMAGENS

Edifício da Quinta dos Lilases - Vista da galeria a partir do pátio superior

Edifício da Quinta dos Lilases - Vista da galeria de ferro

Edifício da Quinta dos Lilases - Zona terminal da galeria

Edifício da Quinta dos Lilases - Pátio superior

Edifício da Quinta dos Lilases - Fachada posterior da galeria

Edifício da Quinta dos Lilases - Vista da estrutura inferior da galeria

Edifício da Quinta dos Lilases - Interior da galeria

MAPA

Abrir

Palacete Vilar de Allen
Rua António Cardoso, nº 175
4150-081 Porto, Portugal
NIF 517 842 920

Tel. +351 226 000 454
[email protected]