| Palácio do Monteiro-Mor ou Palácio Marim-Olhão | |||||||||||||||||||||
| Designação | |||||||||||||||||||||
| Designação | Palácio do Monteiro-Mor ou Palácio Marim-Olhão | ||||||||||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Palácio do Correio Velho / Palácio Marim Olhão (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||||||||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||||||||||
| Tipologia | |||||||||||||||||||||
| Categoria | |||||||||||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||||||||||
| Localização | |||||||||||||||||||||
| Divisão Administrativa | Lisboa/Lisboa/Misericórdia | ||||||||||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Lisboa | ||||||||||||||||||||
| Concelho | Lisboa | ||||||||||||||||||||
| Freguesia | Misericórdia | ||||||||||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público | ||||||||||||||||||||
| Cronologia | Portaria n.º 649/2023, DR, 2.ª série, n.º 214, de 6-11-2023 (ver Portaria) Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 10-09-2023 da subdiretora-geral da DGPC Anúncio n.º 87/2023, DR, 2.ª série, n.º 84, de 2-05-2023 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 21-03-2023 do diretor-geral da DGPC Proposta favorável de 8-02-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 19-11-2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP Anúncio n.º 230/2015, DR, 2.ª série, n.º 194 de 5-10-2015 (ver Anúncio) Despacho de 25-08-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento da classificação Proposta de abertura de 10-08-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC | ||||||||||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||||||||||
| AFECTACAO | 181501 | ||||||||||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel A construção do Palácio do Monteiro-Mor, com aproveitamento de edifício preexistente, ocorre na primeira metade do século XVIII, na confluência de duas das mais importantes vias da época, a Estrada de Santos (hoje Calçada do Combro) e a Rua Formosa (Rua do Século desde 1859), em pleno Bairro Alto, numa época em que esta zona fervilhava de atividade e estava na moda entre a nobreza da corte. O palácio é um dos edifícios de maior erudição da sua época, de desenho Barroco Romano e de dimensões e proporções inusitadas no nosso país, que o tornam, apesar de muito incompleto e adulterado, numa peça inestimável valor arquitetónico. A sua mole impressiona nas apertadas ruas do Bairro Alto, com o seu desenho grave, compacto e gravado em pedra, como um bastião que se distancia da cidade e protege um mundo dentro do Mundo, vincando as diferenças numa sociedade (ainda) profundamente hierarquizada. Apesar das investigações recentes, este palácio ainda se encontra envolto em mistérios, seja quanto à obra, ao projeto ou projetos e seus autores. As linhas de investigação apontam para a simetria do palácio quando completo. Assim, aquilo que hoje podemos observar corresponderá, em planta, a algo mais de metade do palácio na sua forma final. O tipo corresponde a uma planta em U com duas alas (apenas se construiu a feminina a poente) em torno de um pátio com amplitude para a volta dos carros, de onde arrancariam duas escadas de aparato de quatro lances, simétricas, que acediam ao grande salão que se situaria por cima do pátio, enquadrado por um pórtico sobre a Calçada do Combro. O jardim, a tardoz, seria rematado por uma gruta e fonte com embrechados. Em termos de imagem urbana, a sua dimensão, compacidade e acentuada simetria vincada pelo corpo central (mais alto, ritmado pelo pórtico com varanda e encimado, idealmente, por uma grande cúpula) teriam um impacto extraordinário, fruto da sua majestosidade. As fachadas, grandiosas e serenas, nos seus três pisos de composição clássica (embasamento, pisos intermédio e nobre), sintetizam-se no equilíbrio entre verticalidade (os vãos interligados por vergas e aventais de cantaria) e horizontalidade (sequência de vãos, frisos e cornija), num todo que se limita na enfatização, pela subtil pormenorização, dos tramos de canto. História Este esquema ideal corresponde às ideias do conde de Tarouca, João Gomes da Silva (1671-1738), que desde Viena de Áustria - onde era embaixador - se correspondia com o seu segundo filho, D. Fernão Teles da Silva (1698-1763), monteiro-mor do reino e proprietário das "casas do Combro", fruto do seu casamento, em 1725, com D. Maria Josefa de Melo (1705-1744). Foi precisamente esta união entre duas das principais famílias da nobreza que deu azo a tamanho empreendimento e originou que D. Fernão Teles da Silva procurasse corresponder às ideias de seu pai, socorrendo-se dos melhores arquitetos que por cá trabalhavam. Das muitas hipóteses de autoria, parece confirmar-se que os desenhos iniciais de adaptação tiveram a mão de Santos Pacheco de Lima (1684-1768) mas, face às demolidoras críticas de João Gomes da Silva, terá sido, com grande probabilidade, o italiano António Canevari (1681-1764) a delinear o palácio, o que concorda com a erudição e requinte daquilo que ainda hoje se pode observar. Sabe-se que o palácio sofreu com o Terramoto de 1755, tendo recebido obras de reparação, e que em finais do século XVIII passou a inquilinato, sendo progressivamente ocupado por diversas instituições, como o Correio Geral (1801-1881), os jornais A Revolução de Setembro (1840-1890) e A Batalha (desde 1910), sendo vendido em 1922 pela família Melo da Cunha, que há muito se havia mudado para o seu palácio de Xabregas. Em 1996-1998, a Câmara Municipal de Lisboa, que entretanto adquirira o palácio, promove o Projeto Integrado do Palácio Marim-Olhão que, no entanto, não teve consequências práticas no resgate do edifício. Paulo Duarte DGPC, 2016 | ||||||||||||||||||||
| Processo | |||||||||||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||||||||||
| Outra Classificação | Bairro Alto | ||||||||||||||||||||
| Nº de Imagens | 50 | ||||||||||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 0 | ||||||||||||||||||||
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão - Planta com a delimitação e a ZGP em vigor
Palácio do Correio Velho (Marim Olhão) - Átrio da escadaria (Reprodução de ilustração da obra Lisboa Velha, de Roque Gameiro)
Palácio do Monteiro-Mor ou Palácio Marim-Olhão - Planta anexa à portaria de classificação como MIP, com a delimitação do imóvel e da respetiva ZGP
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista da fachada principal a partir de oeste.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Pormenor da escadaria.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista da esquina do palácio entre a Calçada do Combro e Rua do Século.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista da escadaria.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Pormenor do janelão de esquina que deita à rua do Século.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Pormenor do átrio de acesso à escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista parcial do alçado que deita à Travessa das Mercês.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do alçado que deita à Travessa das Mercês.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do alçado que deita à Rua do Século.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do átrio e arranque da escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. vista do pátio de acesso.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. vista do átrio de acesso à escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista parcial do pátio de entrada, com destaque para a coluna em estípide que enquadra o acesso à escadaria.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista de uma sala no piso 1.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Pormenor da balaustrada da escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do pátio de entrada a partir da escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do interior ao nível do piso 1.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Pormenor das cantarias no átrio de acesso à escadaria de honra.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista de salão do piso 1.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista do piso 3.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão. Vista da fachada principal a partir de nascente.
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
Palácio do Monteiro-Mor, ou Palácio Marim-Olhão
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