| Antiga Casa da Sorte, incluindo o património artístico integrado | |||||||||||||||||
| Designação | |||||||||||||||||
| Designação | Antiga Casa da Sorte, incluindo o património artístico integrado | ||||||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Edifício da Casa da Sorte (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||||||
| Tipologia | |||||||||||||||||
| Categoria | |||||||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||||||
| Localização | |||||||||||||||||
| Divisão Administrativa | Lisboa/Lisboa/Santa Maria Maior | ||||||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Lisboa | ||||||||||||||||
| Concelho | Lisboa | ||||||||||||||||
| Freguesia | Santa Maria Maior | ||||||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público | ||||||||||||||||
| Cronologia | Portaria n.º 75/2018, DR, 2.ª série, n.º 18, de 25-01-2018 (ver Portaria) Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 13-12-2017 da diretora-geral da DGPC Anúncio n.º 173/2017, DR, 2.ª série, n.º 195, de 10-10-2017 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 19-06-2017 da diretora-geral da DGPC Parecer favorável de 7-06-2017 da SPAA do CNC Proposta de 22-04-2016 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação como MIP Anúncio n.º 268/2015, DR, 2.ª série, n.º 231, de 25-11-2015 (ver Anúncio) Despacho de abertura de 27-08-2015 do diretor-geral da DGPC Proposta de 10-08-2015 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional Proposta de classificação de 26-11-2014 da diretora do Museu Nacional do Azulejo | ||||||||||||||||
| ZEP | Despacho de 5-08-2016 da diretora-geral da DGPC a determinar que a ZEP seja estudada após a publicação da classificação | ||||||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||||||
| AFECTACAO | 9914630 | ||||||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel A antiga Casa da Sorte foi fundada no ano 1963, no gaveto entre a Rua Ivens e a Rua Garrett, num edifício, típico prédio de rendimento pombalino, de cinco pisos e cave, com rés-do-chão dedicado ao comércio, o qual abrange diversos números de ambas as ruas. O projeto da Casa da Sorte insere-se no movimento de renovação das lojas do centro de Lisboa, que contou com uma geração de arquitetos e artistas plásticos, que trabalham em conjunto e, que veio revolucionar e marcar um novo contexto urbano. A obra apresentada resulta do trabalho em parceria levado a cabo entre o arquiteto Conceição Silva (1922-1982) e um dos mais importantes ceramistas portugueses, Querubim Lapa (1925-2016). O estabelecimento comercial terá beneficiado de um programa completo, de arquitetura e design, onde o desenho do espaço, feito de raiz, foi, em consonância com as dimensões e a funcionalidade da loja que viria a ocupar o lugar, pensado e concebido como uma obra total. No projeto de Conceição Silva foi conferido à cerâmica, um lugar de destaque, que se revelará determinante na conceção do espaço. O desenho do espaço terá sido concebido pelo arquiteto em função das dimensões das placas cerâmicas, que segundo Querubim Lapa, terão sido as maiores possíveis, respeitando as condicionantes de execução existentes na fábrica de cerâmica Viúva Lamego. O programa decorativo exterior carateriza-se por um arrojado e moderno revestimento azulejar das paredes em tons de azuis-claros e brancos, em consonância com a paleta de cores da azulejaria Pombalina, que em muito contrasta com o programa decorativo interior onde se verifica uma verdadeira orgia cromática. O espaço de pequenas dimensões, pautado pela confluência de dois eixos da cidade, apresenta de igual modo duas fachadas e duas portas de entrada. Servindo a funcionalidade da Loja que viria a ocupar o lugar, a temática tratada na figuração desenvolvida nos revestimentos cerâmicos está centrada em referência ao jogo, segundo uma leitura aberta e universal da ideia de destino, sorte ou azar. Contém também a primeira experiência em cobre esmaltado realizada por Querubim Lapa, que se destaca pela densidade das cores e solidez das formas, constituindo um contraponto à fluidez e transparência cromática por si obtidas nos revestimentos das paredes. Esta intensidade de azuis ultramarinos e vermelhos estará, por sua vez, em perfeita consonância com os painéis em madeira de tonalidades quentes que revestem o balcão e a parede de fundo. É indubitável que o projeto desenvolvido entre o arquiteto e o ceramista constituiu uma novidade, destacando-se, hoje, pela inovação do processo de conceção, pelo programa decorativo e pela relação que tem com a via pública. História A Casa da Sorte situa-se no Chiado, em pleno centro da capital. Apesar das suas origens anteriores, foi com a Revolução Liberal e o Romantismo que o local alcançou um lugar de destaque na vida cosmopolita da cidade. Aqui se implantaram negócios, lojas, cafés, restaurantes, teatros e toda uma panóplia de serviços, tornando-se num espaço de eleição para políticos, escritores, artistas e toda a sociedade portuguesa do século XIX. A Casa da Sorte, fundada em Braga, em 15 de outubro de 1933, por António Augusto Nogueira da Silva, ao transformar-se na maior organização portuguesa de lotarias e apostas mútuas, ramificou sucursais por diversos pontos do país e em algumas ex-províncias ultramarinas, abrindo em Lisboa diversos estabelecimentos comerciais: no Rossio (1940); na Rua Garrett (1963); e na Praça da Figueira (1965). Sendo um negócio em grande expansão nacional e ultramarina, a escolha do local, no gaveto entre a Rua Ivens e a Rua Garrett, numa loja térrea de um dos sóbrios prédios de rendimento pombalinos, com cinco pisos, não foi, igualmente, deixada ao acaso.Instalou-se no espaço de um não menos conhecido estabelecimento,a Tabacaria Estrela Polar, fornecedora de charutos da Casa Real. Elisabete Serol DGPC, 2016. | ||||||||||||||||
| Processo | |||||||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | Antiga Ourivesaria Aliança, incluindo o património móvel integrado | ||||||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||||||
| Nº de Imagens | 18 | ||||||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 0 | ||||||||||||||||
Antiga Casa da Sorte, incluindo o património artístico integrado - Planta com a delimitação do imóvel em vias de classificação e a ZGP em vigor (já foi classificado)
Antiga Casa da Sorte, incluindo o património artístico integrado - Planta anexa à portaria de classificação, com a delimitação e a ZGP em vigor
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejo da fachada
Antiga Casa da Sorte - Azulejo da fachada
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejos no interior
Antiga Casa da Sorte - Vista parcial da fachada
Antiga Casa da Sorte - Azulejos da fachada
Antiga Casa da Sorte - Fachada principal
Antiga Casa da Sorte - Assinatura do autor em azulejo no interior
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejos no interior
Antiga Casa da Sorte - Pormenor da fachada
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejos interior
Antiga Casa da Sorte - Vista parcial da fachada
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejos no interior
Antiga Casa da Sorte - Pormenor da fachada
Antiga Casa da Sorte - Pormenor da fachada
Antiga Casa da Sorte - Painel de azulejos no interior
Antiga Casa da Sorte - Pormenor da fachada
Palacete Vilar de Allen
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