| Cisterna Islâmica da Rua do Castelo | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Cisterna Islâmica da Rua do Castelo | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Cisterna na Rua do Castelo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||
| Tipologia | |||||||||||||
| Categoria | |||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Faro/Silves/Silves | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Faro | ||||||||||||
| Concelho | Silves | ||||||||||||
| Freguesia | Silves | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Em Vias de Classificação | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura) | ||||||||||||
| Cronologia | Anúncio n.º 198/2015, DR, 2.ª série, n.º 160, de 18-08-2015 (ver Anúncio) Despacho de 7-07-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento da classificação Proposta de abertura de 18-05-2015 da DRC do Algarve Deliberação camarária de 29-01-2015 a determinar propor a abertura do procedimento de classificação como de MIP Edital N.º 17/2015 de 27-01-2015 da CM de Silves Deliberação de 6-08-2014 da CM de Silves a determinar a abertura do procedimento de classificação como de IM | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 181501 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel A cisterna atribuída ao período Islâmico que se encontra na rua do Castelo, no largo norte da Sé de Silves, representa um testemunho raro deste tipo de estruturas em Portugal, nomeadamente por se encontrar em bom estado de conservação. De dimensões algo irregulares apresenta um interior com cerca de 8,50m de comprimento por 3,50m de largura e uma altura máxima de 4,50m, equivalendo a uma capacidade de mais de 133.000 litros de água que, neste caso deveriam ser provenientes do rio Arade. Na sua construção foi utilizada pedra da região - arenitos de Silves - nomeadamente nas paredes e na abóbada, encontrando-se no entanto esta cisterna totalmente revestida a tijolo robusto, perfazendo uma estrutura que, de espessura de paredes, tem cerca de 1,28m. O pavimento é igualmente em tijolo formando estes um ziguezague perfeito. Num dos extremos do piso observa-se ainda uma depressão quadrangular - caixa de decantação - destinada a facilitar a limpeza sempre que se procedia ao esvaziamento total do seu interior. Sobre os tijolos que revestiam as paredes foram aplicadas várias camadas sobrepostas de argamassa, sendo que a última ainda apresentava vestígios de caiação com pigmento ocre destinado a melhorar a qualidade da água pela obscuridade que criava no interior, evitando assim a proliferação de micro-organismos. A cúpula apresenta três aberturas, duas nas extremidades e uma mais ao centro. Durante a escavação dos sedimentos que entulhavam a cisterna, foram encontrados diversos materiais cerâmicos entre os quais um conjunto de bilhas dos séculos XI/XII, bem como um bocal de ferro dourado com decoração incisa do mesmo período cronológico. Após a análise de todos os dados, considerou-se que esta cisterna deverá datar do início da ocupação islâmica de Silves, devendo estar associada ao abastecimento da Mesquita Maior que se situava no local onde hoje se ergue a Sé Catedral (GAMITO, 2005). A intervenção de reabilitação e restauro que foi efetuada no imóvel, consolidou a abóbada e as paredes com argamassa de cal, tendo-se optado por deixar algumas "janelas" nas paredes e na cúpula de modo a facilitar a observação dos pormenores da construção original. História A cisterna da rua do Castelo era desde há muito conhecida pela população, associando-se as aberturas entulhadas a passagens subterrâneas que sempre povoaram o imaginário popular. A utilização desta estrutura, segundo os estudos efetuados (GAMITO, 2005), deverá ter-se prolongado desde o século VIII-IX ao século XIV. Escavada em 2001, no decurso de uma ação que terminou num projeto de reabilitação e restauro, a cisterna da rua do Castelo veio assim a revelar-se um importante elemento arqueológico a juntar ao já vasto património da cidade de Silves. Maria Ramalho/DGPC/2015 | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | Castelo de Silves Igreja da Misericórdia Sé Catedral de Silves | ||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 3 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 0 | ||||||||||||
Cisterna Islâmica da Rua do Castelo - Planta com a delimitação e a ZGP em vigor
Cisterna da Rua do Castelo, em Silves
Cisterna da Rua do Castelo, em Silves - Interior
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