| Túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Catedral de Braga / Sé de Braga (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||
| Tipologia | |||||||||||||
| Categoria | |||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Braga/Braga/Braga (Maximinos, Sé e Cividade) | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Braga | ||||||||||||
| Concelho | Braga | ||||||||||||
| Freguesia | Braga (Maximinos, Sé e Cividade) | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MN - Monumento Nacional | ||||||||||||
| Cronologia | Decreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (classificou como MN) (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 12220649 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel Erigido no interior da Capela de Nossa Senhora da Piedade, que se encontra adossada à ala norte do claustro da Sé de Braga, o túmulo do Arcebispo D. Diogo de Sousa foi esculpido cerca de 1530. O sarcófago integra uma arca tumular paralelepipédica com jacente sobre a tampa, assente sobre seis leões e decorada em duas das faces. O jacente apresenta o corpo colocado para a esquerda, deitado de costas, envergando vestes pontificais com mitra. As mãos, em posição de oração, seguram um terço, exibindo um anel no dedo mindinho da mão direita. A cabeça apoia-se em duas almofadas com borlas, e os pés repousam num cão, deitado sobre as quatro patas. Na face lateral esquerda, foi gravada a inscrição: "AQVI IAZ DO(m) DIOGVO DE SOVSA ARCEBISPO DE BRAGA FILHO DE JOÃ(o) ROIZ DE VAS / CO(n)CELOS S(enh)OR DE FIGVEIRO E DO PEDROGAO E DE DONA BRA(n)CA DA SILVA SVA MOLHER / O QVAL EL REI DO(m) IOÃO SEGVNDO MA(n)DOV POR E(m)BAIXADOR A ALEXA(n)DRE PAPA SEXTO / A LHE DAR SVA OBEDIENCIA E EL REI DO(m) MANOEL TE(n)DO O FEITO CAPELAO MOR DA RAI / NHA DONA MARIA SVA MOLHER O MA(n)DOV DAR SVA OBEDIENCIA AO PAPA IVLIO SEGVN / SO E EL REI DO(m) IOÃO O TERCEIRO O FEZ CAPELÃO MOR DA RAINHA DONA CATHERI / NA SVA MOLHER O QVAL FEZ ESTA CAPELA PERA SVA SEPVLTVRA VIVEO IXX / E II ANNOS E FALLECEO A XVIIII DIAS DO MES DE IVNHO DA ERA DE 1532". História D. Diogo de Sousa, que nasceu no início da década de 60 do século XV e morreu em 1532, é reconhecido como uma das mais proeminentes figuras do Renascimento português. Este prelado foi Bispo do Porto entre 1496 e 1505 e, a partir desta data, tornou-se Arcebispo de Braga, cargo que exerceu até à sua morte. A ele se devem inúmeras obras de relevo no âmbito educacional, cultural e artístico, sendo talvez a de maior destaque a reforma urbanística levada a cabo em Braga na época. Em 1513 o arcebispo instituiu na ala norte do claustro da Sé de Braga a Capela de Jesus da Misericórdia - hoje denominada Capela de Nossa Senhora da Piedade - para "sua sepultura e de seus irmãos", conforme atesta a inscrição à entrada da mesma. Originalmente, o clérigo pretendia sepultar-se na capela-mor da sé, reedificada por sua iniciativa em 1509, para onde mandou fazer uma outra sepultura, reservada ao conde D. Henrique de Borgonha. No entanto o seu túmulo acabaria por ser edificado em 1530 ao centro da capela da Misericórdia. O autor do sarcófago permanece desconhecido; se na primeira metade do século XX a historiografia da arte atribuiu a estátua a Nicolau Chanterene, Pedro Dias veio depois contestar essa hipótese, afirmando que tanto a estátua do arcebispo como a que mandou executar para o túmulo do conde são "rígidas, hirtas, sem modelação, nada comparáveis às estátuas correctíssimas de Chanterene" (Dias, 1996, p. 211). De facto, o jazigo de D. Diogo de Sousa, com a sua estátua jacente, perdura um desadequado e tardio gosto medieval, contrastante com o gosto humanista erudito das obras arquitetónicas que o arcebispo patrocinou ao longo da sua vida. Catarina Oliveira DGPC, 2017 | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | Igreja da Misericórdia de Braga Pelourinho de Braga | ||||||||||||
| Outra Classificação | Sé de Braga, compreendendo os túmulos, designadamente os do Conde D. Henrique e D. Teresa, do Infante D. Afonso e do arcebispo D. Gonçalo Pereira | ||||||||||||
| Nº de Imagens | 1 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 8 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| O Fydias peregrino - Nicolau Chanterene e a escultura europeia do Renascimento | DIAS, Pedro | Edição | 1996 | Coimbra | |
| D. Diogo de Sousa e o seu tempo. | AA. VV. | Edição | 2006 | Braga | |
| O Brilho do Norte. Escultura e escultores do Norte da Europa em Portugal na época Manuelina | AA. VV. | Edição | 1997 | Lisboa | |
| O panteão familiar e a adoção do vocabulário clássico-renascentista no panorama da escultura tumular portuguesa: o exemplo da Capela dos Ataídes no antigo Convento de Santo António da Castanheira. Tese de doutoramento | ANDRADE, Sara Morais Saraiva de | Edição | 2014 | Lisboa | |
| "D. Diogo de Sousa, novo fundador da cidade de Braga", O Distrito de Braga, nº1 | COSTA, Avelino de Jesus da | Edição | 1962 | Braga | |
| Pedras de armas e armas tumulares do distrito de Braga | NÓBREGA, Artur Vaz Osório da | Edição | 1972 | Braga | |
| A Sé de Braga: algumas breves notícias sobre a catedral de Santa Maria | COSTA, Luís | Edição | 1998 | Braga | |
| O mecenato de D. Diogo de Sousa Arcebispo de Braga (1505-1532). Urbanismo e Arquitectura | MAURÍCIO, Rui | Edição | 2000 | Leiria |
Sé Catedral de Braga - Interior: pormenor da estátua jacente do bispo D. Diogo de Sousa
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