| Loja da Caza das Vellas Loreto, incluindo a oficina e o património móvel integrado | |||||
| Designação | |||||
| Designação | Loja da Caza das Vellas Loreto, incluindo a oficina e o património móvel integrado | ||||
| Outras Designações / Pesquisas | Casa das Velas Loreto / Edifício na Rua do Loreto, n.º 49 a 57 (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||
| Tipologia | |||||
| Categoria | |||||
| Inventário Temático | |||||
| Localização | |||||
| Divisão Administrativa | Lisboa/Lisboa/Misericórdia | ||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Lisboa | ||||
| Concelho | Lisboa | ||||
| Freguesia | Misericórdia | ||||
| Proteção | |||||
| Situação Actual | Em Vias de Classificação | ||||
| Categoria de Protecção | Em Vias de Classificação (com Despacho de Abertura) | ||||
| Cronologia | (A designação só será alterada com a publicação do diploma de classificação no DR) Anúncio n.º 207/2023, DR, 2.ª série, n.º 194, de 6-10-2023 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 4-07-2023 do diretor-geral da DGPC Proposta favorável de 8-03-2023 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 16-11-2020 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a classificação da Loja da Caza das Vellas Loreto, piso térreo, incluindo a oficina e o património móvel integrado Anúncio n.º 102/2017, DR, 2.ª série, n.º 126, de 3-07-2017 (ver Anúncio) Despacho de abertura de 19-04-2017 da diretora-geral da DGPC Proposta de de 3-03-2017 do Departamento dos Bens Culturais da DGPC para a abertura de procedimento de classificação de âmbito nacional da Loja da Caza das Vellas Loreto, incluindo a oficina e o património móvel integrado | ||||
| ZEP | |||||
| Zona "non aedificandi" | |||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||
| Património Mundial | |||||
| Património Mundial Designação | |||||
| Cadastro | |||||
| AFECTACAO | 12707538 | ||||
| Descrição Geral | |||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel A A loja da Caza das Vellas Loreto , em Lisboa, desenvolve-se no piso térreo de um edifício de correnteza, na Rua do Loreto, cujo quinto piso apresenta um desenho de mansarda e a fachada posterior deita para um logradouro de interior de quarteirão, onde funciona a fábrica qua ainda hoje se produzem as velas, tratando-se, por isso, de uma reminiscência da ligação direta entre o espaço oficinal ou fabril e o comercial. A loja ostenta, hoje, uma fachada sóbria e elegante, com projeto do arquiteto Samuel Maia de Quininha, datado de fevereiro de 1970. Esta apresenta-se com uma montra central e duas portas de estrutura metálica revestida a madeira, circundada com cantaria de liós com acabamentos à bujarda fina, arestas cinzeladas, e elementos cerâmicos de interesse decorativo cujo desenho representa ogivas. No interior, a sala principal, de receção ao cliente, encontra-se toda revestida de madeira, com um amplo balcão e diversas vitrinas onde se encontram expostas as velas. Da sala principal vislumbra-se uma outra sala, de aparência menos nobre, que serve de pequeno armazém de stock para venda imediata e que dá continuidade para a oficina, construída há 40 anos no logradouro, área atualmente ainda hoje destinada à confeção/fabrico artesanal das próprias velas. História A Caza das Vellas Loreto foi inaugurada em 14 de julho de 1789, por Domingos de Saa de Mello (1765-1851), no dia em que a Revolução Francesa. Foi, justamente, de França que o fundador trouxe para Lisboa a inovadora arte de fabricar velas com cera de abelhas. A loja/fábrica foi instalada na Rua do Loreto, onde funcionavam outras pequenas manufaturas de cerieiro que acabaram por sucumbir à sua concorrência, passando a dominar o monopólio da indústria cereira em Lisboa. Esta casa primou desde o início por uma nova política de negócio, com base na adoção de novos e modernos processos de fabrico que permitiam a produção de grandes quantidades de velas de qualidade a preços que possibilitavam o alcance do público em geral. Em 1910 é constituída, pela primeira vez, uma sociedade por quotas, cujos sócios são José de Sá Pereira, Manuel Domingos e Álvaro Lapa. Com a I Guerra Mundial a loja inicia o negócio de figuras de cera ou milagres. Anos mais tarde, a oficina mecanizou a produção de velas, com novos equipamentos na área da que proporcionam o aumento da produção a custos mais reduzidos, não deixando de integrar um sistema manual de fabrico de velas, ao jeito manufatureiro. Foram também adquiridas ferramentas especiais e moldes de materiais modernos. Consequentemente, admitiu-se mais pessoal que recebeu a devida formação, sendo o sector artístico desenvolvido. A área foi substancialmente aumentada, à custa de uma nova construção, não obstante tratar-se sempre de uma pequena empresa de pouco mais de uma dezena de empregados e não se desejar que seja maior. Na década de 80 do século XX a empresa adquiriu um novo equipamento produtivo, uma prensa de alta capacidade de produção de velas decorativas e material informático. O estabelecimento comercial mantém em funcionamento um negócio de produção artesanal de velas de qualidade, no lugar onde tudo começou, no ano de 1789, pela mão de Domingos de Saa de Mello, o primeiro elemento das cinco gerações de mestres cerieiros da Caza das Vellas Loreto. Elisabete Serol DGPC, 2017 | ||||
| Processo | |||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||
| Outra Classificação | Lisboa Pombalina | ||||
| Nº de Imagens | 5 | ||||
| Nº de Bibliografias | 0 | ||||
Loja da Caza das Vellas Loreto, incluindo a oficina e o património móvel integrado - Planta com a delimitação e a ZGP em vigor
Caza das Vellas Loreto - Vista lateral da fachada principal
Caza das Vellas Loreto - Pormenor da fachada principal
Caza das Vellas Loreto - Pormenor da fachada
Caza das Vellas Loreto - Vista geral da fachada
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