| Casa do Eremita | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Casa do Eremita | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | |||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Casa | ||||||||||||
| Tipologia | Casa | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Civil | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Lisboa/Torres Vedras/Maxial e Monte Redondo | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Lisboa | ||||||||||||
| Concelho | Torres Vedras | ||||||||||||
| Freguesia | Maxial e Monte Redondo | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal | ||||||||||||
| Cronologia | Edital N.º 153/2003 de 30-09-2003 da CM de Torres Vedras Deliberação de 23-09-2003 da CM de Torres Vedras a atribuir a classificação como MIM Em 28-07-2003 foi dado conhecimento do despacho à CM de Torres Vedras Despacho de concordância de 15-05-2003 do presidente do IPPAR, com o consequente arquivamento do procedimento de classificação de âmbito nacional Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 23-03-2003 da DR de Lisboa para que se considere que o imóvel não tem valor cultural para uma classificação de âmbito nacional Pedido de parecer de 26-12-2002 da CM de Torres Vedras sobre a eventual classificação como de IM Edita N.º 152/2002l de 2-10-2002 da CM de Torres Vedras Deliberação de 4-09-2002 da CM de Torres Vedras a reafirmar a abertura do processo de classificação como de IM Deliberação de 16-07-2002 da CM de Torres Vedras a determinar a abertura do processo de classificação como de IM | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Conjunto | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 181504 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel A Quinta da Ermegeira situa-se a Sul do perímetro urbano da aldeia com o mesmo nome, num território onde corre a ribeira da Bica. A zona onde se insere esta propriedade apresenta ainda uma certa ruralidade, possuindo a própria quinta, que se desenvolve nas duas margens da ribeira, uma área de laranjal e vinha. O conjunto edificado, hoje lamentavelmente arruinado inclui, além da casa nobre e de uma capela, uma adega. O espaço surge associado a um amplo pátio arborizado onde se impõem seis impressionantes plátanos. Este pátio é também rodeado por um muro que integra um conjunto de alegretes e bancos. Uma ponte estabelece a ligação entre a área mais privada do jardim que se situa nas traseiras do edifício e a propriedade rústica. A quinta integrava-se no morgadio criado por Manuel Perestrelo em 1526 abrangendo, segundo a tradição, um antigo ermitério medieval - Casa do Eremita - do qual, aparentemente, restam alguns vestígios. Foi supostamente nessa data que terá sido construída uma casa solarenga de um só piso da qual são visíveis alguns elementos na fachada principal e na fachada Este. O conjunto sofreu ao longo dos tempos diversas alterações, sendo a mais marcante a que ocorreu nos finais do século XIX com a adaptação do solar a segunda casa de habitação da família Souza Coutinho. O edifício principal apresenta hoje dois pisos, cobertura de quatro águas e vãos de cantaria simples, encontrando-se a fachada principal, onde se destaca uma escadaria de um só lanço, voltada ao jardim onde subsiste uma fonte-chafariz de tanque circular. Uma outra fonte de embrechados, ao gosto romântico, decora uma das paredes da fachada de acesso ao jardim. Na passagem para o pátio de planta retangular destaca-se um portão do século XIX com grade em ferro forjado e colunas em pedra. Os tetos em madeira das três salas são também exemplos característicos da arte da carpintaria portuguesa. Em 1670, o morgado Diogo Brandão Perestrelo mandou construir uma capela dedicada a São João Evangelista subsistindo, na sua fachada principal, uma lápide relativa a esta fundação. De facto, a capela corresponde ao elemento com principal valor arquitetónico e artístico do conjunto, atendendo à sua dimensão e aos elementos decorativos do seu interior. Merece ainda destaque, como exemplo da arte heráldica barroca, o brasão pintado na abóbada do templo representando as armas dos Perestrelos, dos Brandões e dos Pereiras. É de referir ainda a teia, com dois curiosos confessionários, o coro, obra provavelmente do final do séc. XVIII, início do séc. XIX e a sacristia, com teto de abóbada e o piso lajeado. História A família Perestrelo tem a sua origem na figura de Filippo Pallastrelli, que chegou a Portugal na comitiva que acompanhava a rainha D. Leonor quando do seu casamento com o rei D. Duarte tendo, desde então, estado ligada aos Descobrimentos e ao povoamento da Madeira e do Porto Santo. Durante o séc. XVII a família Perestrelo foi-se cruzando com outras famílias nobres portuguesas, nomeadamente com os Brandões e os Pereiras, tal como demonstra o brasão de armas pintado no teto da Capela. É de notar ainda que foi este templo que, durante três séculos, prestou assistência religiosa à população de Ermegeira e Loubagueira, localidades surgidas na sequência da exploração agrícola do morgadio. O vínculo que abrangia a Qt.ª da Ermegeira manteve-se até à legislação de 1863 que aboliu os morgadios, vindo a propriedade a caber por herança ao ramo da família Souza Coutinho associada ao Visconde de Balsemão que, cerca de 1890, transformou a casa solarenga, aproveitando parte das fachadas e da estrutura, numa residência de férias. Sucessivas divisões por herança vieram a reduzir progressivamente a área da Qtª da Ermegeira, a última das quais na década de 60 que originou a separação da área residencial da zona destinada às atividades agrícolas (cocheiras, celeiros, etc.). Maria Ramalho/DGPC/2016. Colaboração de Sónia Miranda/C. M.T.V. | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 6 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 4 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Torres Vedras antiga e moderna | VIEIRA, Júlio | Edição | 1926 | Torres Vedras | |
| Descripção histórica e Economica da Villa e Termo de Torres Vedras(versão facsimilada de 1862) | TORRES, Manuel Agostinho Madeira | Edição | 1988 | Torres Vedras | |
| Azulejaria em Portugal no Século XVIII | SIMÕES, Santos | Edição | 1979 | Lisboa | |
| Freguesia do Maxial, de Torres Vedras | LOPES, J. César | Edição | 1997 | Maxial, Torres Vedras |
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira - cabeceira da capela. C.M. Torres Vedras, 2002.
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira - vista geral. C.M. Torres Vedras, 2002.
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira - vista lateral da capela. C.M. Torres Vedras, 2002.
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira - vista geral. C.M. Torres Vedras, 2002.
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira, C.M. Torres Vedras, 2002.
Casa do Eremita, Qtª da Ermegeira - placa de fundação da capela. C.M. Torres Vedras, 2002.
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