Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Muralhas de Serpa
Designação
DesignaçãoMuralhas de Serpa
Outras Designações / PesquisasCastelo e cerca urbana de Serpa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / TipologiaArquitectura Militar / Muralha
TipologiaMuralha
CategoriaArquitectura Militar
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaBeja/Serpa/Serpa (Salvador e Santa Maria)
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
-- -Serpa Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
37.944581-7.597392
DistritoBeja
ConcelhoSerpa
FreguesiaSerpa (Salvador e Santa Maria)
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MN - Monumento Nacional
CronologiaDecreto n.º 39 521, DG, I Série, n.º 21, de 30-01-1954 (ver Decreto)
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEConjunto
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO9914631
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaA primeira fortificação de Serpa era ainda islâmica, anterior à conquista da vila aos mouros em 1166. A grande remodelação dos panos de muralha foi ordenada por D. Dinis, a partir de 1295, em obras que decorreram a par da reconstrução do castelo e de outras, em tudo semelhantes, realizadas no castelo e linha de defesa da vila de Moura. A alcáçova foi parcialmente aproveitada das edificações islâmicas em taipa, sendo de planta aproximadamente rectangular, encostada à torre de menagem; o conjunto ficava defendido por um forte muro que envolvia ainda a Igreja de Santa Maria, matriz da vila, e a actual torre do relógio, dentro do seu perímetro ovalado típico das fortificações medievais. As cortinas das muralhas, verticais, são reforçadas por cubelos e encimadas por grossas ameias. Existem hoje muitas aberturas na cerca, mas as entradas originais eram apenas três, a Porta de Beja, localizada a noroeste, a Porta de Moura a nordeste, e a Porta de Sevilha a Sul. As duas primeiras são entradas aparatosas, entre torreões, enquanto a porta de Sevilha já não existe. Abriram-se mais tarde as portas da Corredoura e a Porta Nova. O Palácio dos Melos, cuja capela tumular foi a capela-mor da Igreja de Santa Maria, assenta sobre um troço da muralha, a Este, tal como o aqueduto de Serpa, correndo em arcadas altas. Em meados de seiscentos, no decurso da Guerra da Restauração, e por iniciativa de D. João IV, foi concebido um projecto da autoria de Nicolau de Langres destinado a reforçar os limites da fortificação ao modo de baluarte, num fenómeno que percorreu tantas outras praças na época, marcando uma diferença fundamental entre os castelos medievais e as fortificações da época moderna, mais eficiente do ponto de vista militar. Foi assim erguido o forte de S. Pedro, representando apenas parte do projecto de Langres. Justamente na sequência deste confronto, as muralhas foram arruinadas durante a ocupação espanhola de 1707, quando o Duque de Ossuna atacou a vila. No século XIX ruiu ainda grande parte da muralha e das torres, ainda hoje sujeitas a desmoronamentos. SML
Processo
Abrangido em ZEP ou ZPIgreja de Santa Maria
Palácio Ficalho

Outra ClassificaçãoNúcleo intramuros de Serpa

Nº de Imagens5
Nº de Bibliografias1

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
Manuelino. À descoberta da arte do tempo de D. Manuel IDIAS, PedroEdição2002Lisboa

IMAGENS

Muralhas de Serpa - Planta com a delimitação e a ZP actualmente em vigor

Muralhas de Serpa - Vista parcial (DGEMN)

Muralhas de Serpa - Vista parcial (DGEMN)

Muralhas de Serpa - Vista parcial (DGEMN)

Muralhas de Serpa - Vista parcial e aqueduto (DGEMN, 1966)

MAPA

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