Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Anta de Cunha Baixa
Designação
DesignaçãoAnta de Cunha Baixa
Outras Designações / PesquisasAnta da Cunha Baixa / Casa da Orca / Casa da Moura (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / (Ver Ficha em www.arqueologia.patrimoniocultural.pt)
Categoria / TipologiaArqueologia / Anta
TipologiaAnta
CategoriaArqueologia
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaViseu/Mangualde/Cunha Baixa
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
- -Lugar da Orca Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
40.570075-7.770919
DistritoViseu
ConcelhoMangualde
FreguesiaCunha Baixa
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MN - Monumento Nacional
CronologiaDecreto de 16-06-1910, DG, n.º 136, de 23-06-1910 (ver Decreto)
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMESítio
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO181502
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaSítio
A Anta de Cunha Baixa localiza-se no lugar da Orca ou da Casa da Moura, freguesia da Cunha Baixa, concelho de Mangualde. Dista sensivelmente 1 km a oeste da Cunha Baixa e 2 km a sudoeste da sede de concelho. Implanta-se numa zona de planalto, junto ao Rio do Castelo.
Nas imediações, considerando um raio de 5 km, estão identificados diversos monumentos análogos designadamente a Orca de Bracais, o Dólmen de Alcafache, a Orca de Gandufe, a Orca de Pinhal dos Ameais e a Orca da Carvalhinha.
Este monumento funerário megalítico apresenta câmara e corredor bem diferenciados. A câmara sepulcral é poligonal, tendencialmente retangular pela disposição em linha do esteio de fundação e dos dois adjacentes. Mede cerca de 3 metros de diâmetro, e é formada por nove ortostatos de granito. A sua base foi regularizada com a construção de um lajeado, opção que poderá ter sido replicada no corredor de acesso. O chapéu mantém-se sustentado conferindo à câmara uma altura de 3,20 metros. O corredor afuselado, orientado a sudeste, é muito longo, com um comprimento de 7,17 metros e largura máxima de 1,68 metros, delimitado por oito esteios de cada lado. Preserva uma laje de cobertura in situ. À entrada da câmara dispunham-se dois pilares de secção retangular destinados a apoiar a laje de fecho que se encontrava-se tombada no interior do corredor. Não restam vestígios da mamoa. A sua construção não recorreu aos habituais alvéolos de fixação, estando diretamente firmada no substrato geológico.
A laje de cabeceira expunha pinturas a vermelho, das quais não restam vestígios. Detetaram-se, igualmente, gravuras no chapéu, onde foi assinalado um conjunto de covinhas que também é possível registar num dos esteios do corredor, presumivelmente preexistentes à anta. Mais curioso é um pictograma muito deteriorado, colocado noutro esteio do acesso, constituído por vários sulcos distribuídos em dois núcleos separados, um dos quais parece formar um reticulado, apesar de o estado de conservação não possibilitar a leitura segura.
História
A edificação da Anta de Cunha Baixa baliza-se entre o último quartel do 4º milénio e meados do 3º milénio a.n.e., atendendo à sua tipologia construtiva e espólio exumado (Neolítico Final/Calcolítico) embora este revele uma longa diacronia que atinge a Idade do Bronze, certamente num episódio de revisitação.
São conhecidas referências relativa a este monumento megalítico desde os finais do século XIX, quando surge na obra Portugal Antigo e Moderno de Pedro Augusto Ferreira, publicada em 1870.Posteriormente, em 1902, José Leite de Vasconcelos conduz uma escavação no local tendo recolhido algum espólio. Mereceu a atenção de George e Vera Leisner, sendo aludida na publicação de 1959, Die Megalithgraber der Iberischen Halbinsel: der Westen. Irisalva Moita realiza uma nova planta da anta constante no artigo Características predominantes do grupo dolménico da Beira Alta, de 1966. Finalmente, em 1987, Raquel Vilaça e Domingos da Cruz realizam uma escavação arqueológica que permite recuperar a planta do monumento, descobrir as insculturas e, paralelamente, realizar trabalhos de conservação e restauro.
Ana Vale
DGPC, 2020
Processo
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra ClassificaçãoConjunto de Monumentos Megalíticos do Grupo de Viseu Dão Lafões

Nº de Imagens5
Nº de Bibliografias2

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
A Casa da Orca da Cunha BaixaVILAÇA, Raquel Maria da RosaEdição1990Mangualde
A Casa da Orca da Cunha BaixaCRUZ, Domingos de Jesus daEdição1990Mangualde
Arqueologia Pré-Histórica da Beira. O dólmen da Cunha-Baixa, in O Arqueólogo Português, vol. IXVASCONCELOS, José Leite deEdição1904Lisboa

IMAGENS

Anta de Cunha Baixa - Vista geral (antes dos trabalhos de restauro)

Anta de Cunha Baixa - Vista geral

Anta de Cunha Baixa - Planta de localização

Anta de Cunha Baixa - Vista geral

Anta de Cunha Baixa - Interior da câmara funerária (em fase de restauro)

MAPA

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