Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Igreja de Nossa Senhora de Verde
Designação
DesignaçãoIgreja de Nossa Senhora de Verde
Outras Designações / PesquisasIgreja de Nossa Senhora de Verde (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / TipologiaArquitectura Religiosa / Igreja
TipologiaIgreja
CategoriaArquitectura Religiosa
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaFaro/Portimão/Mexilhoeira Grande
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
- Herdade do Morgado do ReguengoMexilhoeira Grande Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
DistritoFaro
ConcelhoPortimão
FreguesiaMexilhoeira Grande
Proteção
Situação ActualProcedimento encerrado / arquivado - sem protecção legal
Categoria de ProtecçãoNão aplicável
CronologiaAnúncio n.º 13440/2012, DR, 2.ª série, n.º 182, de 19-09-2012 (ver Anúncio)
Despacho de arquivamento de 24-11-2011 do diretor do IGESPAR, I.P.
Parecer de 23-11-2011 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor o arquivamento dado o estado de ruína do imóvel
Informação de 23-09-2010 da DRC do Algarve a considerar que o imóvel não tem valor nacional
Despacho de homologação de 30-08-1991 do Secretário de Estado da Cultura
Parecer de 1-08-1991 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a classificação como VC
Proposta de classificação de 30-11-1990 do IPPC
Proposta de classificação de 25-08-1986 da Comissão Instaladora da CM de Portimão
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEMonumento
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO9914630
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaVila Nova de Portimão nasce em 1463, no reinado de D. Afonso V, e desenvolve-se rapidamente graças ao comércio marítimo. Diversas comunidades limítrofes começam a desenvolver-se em finais do século XV, época na qual se levantam as muralhas de Portimão e se constrói a Igreja Matriz e a Igreja de Nossa Senhora do Verde, dedicada a Nossa Senhora da Assunção. Esta última localidade, situada a poucos quilómetros de Portimão, na freguesia da Mexilhoeira Grande, chegou a ser freguesia do concelho de Monchique e sede paroquial, com a denominação de Nossa Senhora da Assunção do Verde. As terras onde se situa, pertencentes ao antigo Morgado do Reguengo, eram, como o nome indica, propriedade do rei; por elas passaria D. João II quando viajava do Alvor para as Caldas de Monchique.
A construção do templo está ligada a uma lenda local. No lugar da actual igreja havia uma nascente onde se teria dado uma aparição da Virgem, e a cuja água se atribuíam desde então propriedades curativas, atraindo muitos doentes das redondezas. A ermida resultaria da necessidade de receber tais romeiros, albergando uma imagem muito estimada pela população, e que outra lenda afirma ter sido encontrada na própria fonte. Tais histórias reflectem simplesmente a existência de um antigo culto da água na região, remontando possivelmente a uma época pré-romana e associado à transumância, e que sobreviveu através do culto cristão.
Construída provavelmente antes do reinado de D. Manuel, a pequena igreja nunca foi ampliada e sofreu poucas remodelações, talvez devido à exígua e modesta população pastoril que servia. Encontra-se em avançado estado de ruína, com paredes fendidas, sem coberturas, e tendo o pórtico escorado. É uma pequena construção de planta longitudinal, com nave única, capela-mor quadrangular e uma sacristia adossada. A fachada principal é rasgada por um elegante portal em cantaria, com arco trilobado assente em colunas delgadas com capitéis góticos e inscrito num arco conupial flanqueado por colunelos que se elevam à mesma altura. O conjunto possui decoração vegetalista típica do gótico tardio. Uma rosácea abre-se a eixo do portal, sob a empena triangular. Restam ainda vestígios das mísulas onde se apoiaria o travejamento de um alpendre.
O interior, hoje a céu aberto, tinha cobertura de madeira na nave e abóbada pétrea na capela-mor. O púlpito já não existe, e a pia baptismal esteve na posse de um privado, servindo de bebedouro para animais, não havendo actualmente informação do seu paradeiro. Junto da capela-mor existiam suas capelas laterais, numa das quais estava a imagem milagreira de Nossa Senhora do Verde, hoje decapitada e depositada numa capela anexa à Igreja Matriz de Alvor. O arco triunfal está entaipado, razão pela qual ainda se mantém de pé. Encontram-se em diversos locais do interior da igreja vestígios de pintura mural com motivos geométricos que podem ser dos mais antigos do Algarve (João Miguel SIMÕES, 2005).
A igreja ficou muito destruída pelo terramoto de 1755, conforme consta das memórias paroquiais de 1758, mas foi logo reparada, ainda que seguramente de forma superficial. Na época contemporânea, e depois de deixar de servir o culto, chegou a ser usada com estábulo, o que acelerou a sua degradação. No entanto, o estado de ruína actual resulta principalmente do abandono total que se seguiu.
Sílvia Leite / DIDA _ IGESPAR, I.P. / 2011
Processo
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Nº de Imagens4
Nº de Bibliografias2

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
"Decoração arquitectónica manuelina na região de Silves (séculos XV-XVI)", Revista Xelb, nº3, 1996, pp.79-142RAMOS, Manuel Francisco CasteloEdição1996Silves
A Igreja de Nossa Senhora da Assunção de Mexilhoeira GrandeSIMÕES, João MiguelEdição2005Lisboa

IMAGENS

Igreja de Nossa Senhora de Verde - Fachada principal

Igreja de Nossa Senhora de Verde - Interior: arco triunfal da capela-mor entaipado

Igreja de Nossa Senhora de Verde - Fachada principal: portal manuelino e, ao fundo, arco triunfal da capela-mor

Igreja de Nossa Senhora de Verde - Vista geral posterior

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