| Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Povoado da Quinta do Almaraz / Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arqueologia / Povoado Fortificado | ||||||||||||
| Tipologia | Povoado Fortificado | ||||||||||||
| Categoria | Arqueologia | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Setúbal/Almada/Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Setúbal | ||||||||||||
| Concelho | Almada | ||||||||||||
| Freguesia | Almada, Cova da Piedade, Pragal e Cacilhas | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como SIP - Sítio de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Portaria n.º 266/2013, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2013 (sem restrições) (ver Portaria) Despacho de homologação de 29-05-2003 do Ministro da Cultura Parecer favorável de 7-05-2003 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 7-06-2000 da DR de Lisboa do IPPAR para a classificação como IIP Despacho de 27-10-1998 do vice-presidente do IPPAR a determinar a alteração da delimitação do sítio a classificar Informação favorável de 19-08-1998 da DR de Lisboa do IPPAR, após a realização de trabalhos arqueológicos em 1994 Proposta de 11-12-1991 do proprietário para redução da área a classificar Despacho de abertura de 24-05-1991 do vice-presidente do IPPC Proposta de abertura de 24-05-1991 do IPPC Proposta de classificação de 19-02-1990 da CM de Almada | ||||||||||||
| ZEP | Portaria n.º 266/2013, DR, 2.ª série, n.º 90, de 10-05-2013 (com restrição arqueológica) (ver Portaria) Anúncio n.º 13560/2012, DR, 2.ª série, n.º 199, de 15-10-2012 (ver Anúncio) Parecer favorável de 11-01-2012 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 30-12-2011 da DRC de Lisboa e Vale do Tejo para uma ZEP individual Parecer favorável de 19-03-2007 do Conselho Consultivo do IPPAR Proposta de 2-12-2005 da DR de Lisboa para uma ZEP conjunta do Palácio da Cerca e da Estação Arqueológica da Quinta de Almaraz | ||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Sítio | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 181502 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | A Quinta do Almaraz corresponde a um povoado situado numa falésia com excelentes condições naturais e de defesa, e auferindo de uma excelente visibilidade sobre o estuário do rio Tejo.
As sucessivas campanhas arqueológicas levadas a cabo neste sítio permitiram diferenciar três zonas ocupacionais, a primeira das quais foi identificada na sua plataforma mais elevada, e corresponderia ao povoado Calcolítico e da Idade do Bronze. A segunda zona revelou-se a mais extensa das três - rodeada por duas linhas de muralhas, com um fosso sob a primeira delas -, e foi atribuída à ocupação da Iª Idade do Ferro, enquanto que a terceira, localizada na zona mais a oeste desta falésia, relacionar-se-ia com o período ocupacional da 2ª Idade do Ferro. Em termos genéricos, as estruturas descobertas teriam correspondido a alojamentos de planta rectangular de pequenas dimensões, edificadas com pedra seca, cujos habitantes se dedicariam preferencialmente à agricultura, à qual se somava a pastorícia e alguma prática piscatória. Base de subsistência esta que, no fundo, parecia não divergir substancialmente da economia que caracterizava todos os registos anteriores, atribuíveis ao Bronze Final. É possível que parte do pescado obtido se destinasse à exportação, sugerindo-se a prática da "salga de peixe", a par da própria exploração do sal, também ele provável objecto de exportação, absolutamente natural numa altura em que este produto desempenhava um papel assaz crucial na alimentação, ao mesmo tempo que se observava uma real dificuldade em obtê-lo nas quantidades exigidas pela existência quotidiana do mundo mediterrânico de então. Por outro lado, alguns dos elementos recolhidos parecem indicar que a exploração das areias auríferas do rio Tejo constituíria uma das outras possíveis actividades exercidas por algumas das populações que ocuparam sucessivamente este local ao longo dos séculos. Além disso, é possível inferir a prática da metalurgia através da análise das escórias existentes, reforçada pela presença de cadinhos de fundição. Mas, de todo o espólio posto a descoberto nesta estação arqueológica, é, sem dúvida, o material cerâmico aquele que merece maior atenção por parte dos investigadores, e não apenas pela sua enorme quantidade. Assim, se, em termos percentuais, a mais representada é a denominada "cerâmica comum", é toda uma série de recipientes integradas no conjunto das chamadas "cerâmicas cinzentas", aquela que perfaz o grupo específico mais numeroso, apresentando formas tão díspares, como taças, potes carenados e urnas, perfazendo as ânforas e as próprias pithoi, um grupo à parte. De entre o universo do material cerâmico, dever-se-ão destacar, no entanto, os elementos representativos das denominadas "cerâmicas de verniz vermelho", o que nos faz supor que, subjacente à escolha da colina em que o povoado se encontra implantado, residiria um propósito económico muito específico, directamente relacionado com a actividade comercial marítima especialmente ligada ao "Mundo Fenício". Não se trata, no entanto, de um estabelecimento fenício, mas de um entreposto comercial que, à semelhança de outros identificados a Sul do Tejo e na região sadina, se desenvolveu em grande parte devido, precisamente, às trocas comerciais mantidas com o Mediterrâneo Oriental. [AMartins] | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 13 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 3 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| "Fenícios na Margem Sult do Tejo", Os Fenícios no Território Português | CARDOSO, João | Edição | 1993 | Data do Editor : 1993 | |
| "A presença oriental no povoamento da I Idade do Ferro na região ribeirinha do Estuário do Tejo", Presenças Orientalizantes em Portugal. Da Pré-história ao período romano | CARDOSO, João | Edição | 1990 | Data do Editor : 1990 | |
| "Fenícios na Margem Sult do Tejo", Os Fenícios no Território Português | BARROS, Luís | Edição | 1993 | Data do Editor : 1993 | |
| "Fenícios na Margem Sult do Tejo", Os Fenícios no Território Português | SABROSA, Armando | Edição | 1993 | Data do Editor : 1993 | |
| Catálogo da Exposiçao Intervençoes Arqueológicas 88 Março a Maio de 1989 | Edição |
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Planta com a delimitação e a ZEP conjunta proposta pela DRCLVT (entretanto substituída por uma proposta de ZEP individual)
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Planta com a delimitação e a ZGP que esteve em vigor até ser fixada a ZEP
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Planta com a delimitação e a ZEP proposta pela DRCLVT e a SPAA do CNC (a ZEP só entra em vigor após publicação da portaria no DR)
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Planta com a delimitação e a ZEP em vigor
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
Estação Arqueológica da Quinta do Almaraz - Área escavada
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