| Palácio da Mitra | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Palácio da Mitra | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Quinta da Mitra / Quinta de Marvila / Palácio da Mitra / Quinta do Arcebispo (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Palácio | ||||||||||||
| Tipologia | Palácio | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Civil | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Lisboa/Lisboa/Marvila | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Lisboa | ||||||||||||
| Concelho | Lisboa | ||||||||||||
| Freguesia | Marvila | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MIP - Monumento de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Portaria n.º 455/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (ver Portaria) Relatório final do procedimento de 27-01-2012 Procedimento prorrogado até 31-12-2012 pelo Decreto-Lei n.º 115/2011, DR, 1.ª série, n.º 232, de 5-12-2011 (ver Diploma) Anúncio n.º 17891/2011, DR, 2.ª série, n.º 231, de 2-12-2011 (ver Anúncio) Procedimento prorrogado pelo Despacho n.º 19338/2010, DR, 2.ª série, n.º 252, de 30-12-2010 (ver Despacho) Despacho de concordância de 8-11-2007 do presidente do IGESPAR, I.P. Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. Proposta de 16-03-2007 da DR de Lisboa do IPPAR para a classificação como IIP Edital N.º 69/2006 de 26-09-2006 da CM de Lisboa Despacho de abertura de 3-08-2006 da vice-presidente do IPPAR Proposta de 21-07-2006 da DR de Lisboa do IPPAR para a abertura da instrução de processo de classificação Parecer favorável de 14-11-1995 da CM de Lisboa Proposta de classificação de 4-08-1995 da URBE | ||||||||||||
| ZEP | Portaria n.º 455/2012, DR, 2.ª série, n.º 181, de 18-09-2012 (sem restrições) (ver Portaria) Relatório final do procedimento de 27-01-2012 Anúncio n.º 17891/2011, DR, 2.ª série, n.º 231, de 2-12-2011 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 8-11-2007 do presidente do IGESPAR, I.P. Parecer favorável de 31-10-2007 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. Proposta de 16-03-2007 da DR de Lisboa | ||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 181502 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Pertença do cabido lisboeta desde o século XII, a vasta propriedade de Marvila foi, mais tarde, dividida em parcelas que deram origem, no século XV, a diferentes quintas, uma das quais a da Mitra (MARTINS, 2004, p. 16). Sobre a propriedade, sabe-se que poderá ter sido utilizada como quinta de veraneio, por beneficiar dos bons ares que aí se respiravam devido à proximidade do Tejo e ao afastamento da cidade. Ao que tudo indica, o Arcebispo D. Luís de Sousa construiu uma casa solarenga, mas foi com o Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Tomás de Almeida, que o palácio conheceu um novo impulso. São muitas as interrogações que ainda se colocam sobre as intervenções patrocinadas por este prelado e sobre a identidade dos arquitectos e artistas que aí trabalharam, mas do que não há dúvida é que D. Tomás de Almeida transformou o que era um palácio residencial na sede do patriarcado (IDEM, p. 25). Se alguns autores apontam o ano de 1716 para o início das obras, outros preferem uma cronologia mais adiantada (1727-32) e, consequentemente, coeva dos trabalhos realizados no Palácio de Santo Antão do Tojal, em relação ao qual encontram ainda muitas semelhanças. É por esta via que o nome de António Canevari, arquitecto italiano que permaneceu em Portugal de 1727 a 1732 trabalhando para D. João V e para o Cardeal Patriarca, nomeadamente em Santo Antão do Tojal. Certo é que o palácio estava concluído em 1744, quando D. Tomás de Almeida ofereceu um banquete no palácio ao Núncio Apostólico, o Eminentíssimo Cardeal Odi (IDEM, p. 27). Para além de Canevari, aponta-se ainda o nome do húngaro Carlos Mardel ou o capitão Rodrigo Franco como eventuais participantes neste projecto. Muito embora o palácio tenha sido objecto de múltiplas intervenções que alteraram o traçado setecentista, o edifício pauta-se ainda hoje por uma grande depuração e austeridade. Na fachada, caracterizada pela simetria na abertura dos vãos, a entrada para o pátio é feita por dois portões, com a gradaria original onde ainda se observam as armas de D. Tomás. Note-se que, nesta época, a propriedade beneficiava de um cais privativo ladeado de obeliscos. A fachada do pátio é marcada pela escadaria de dois lanços com uma fonte e carranca ao centro. O palácio, de dois andares, apresenta uma planimetria interna algo confusa, certamente fruto do aproveitamento das estruturas anteriores. Merece especial destaque a escadaria nobre, que se bifurca a partir do primeiro patamar para se unir no último lanço, onde é protegida por balaustrada de mármore que os azulejos dos panos murários, a azul e branco, procuram imitar, sobre uma paisagem fundeira. A azulejaria é, aliás, uma das características destes interiores, com painéis alusivos a paisagens e cenas de caça, próprios da fase joanina final, parte dos quais têm vindo a ser atribuídos à dupla Bartolomeu Antunes / Nicolau de Freitas. Esta atribuição necessita, no entanto, de uma nova leitura face aos dados recentemente divulgados sobre as actividades de Bartolomeu Antunes (cf. MANGUCCI, 2003). Nas salas há a assinalar, ainda, os tectos de masseira, alguns dos quais com as armas do Cardeal Patriarca pintadas ao centro. A capela, de planta elíptica, foi destruída na década de 1930, mas subsistem imagens a revelar o retábulo de influência italiana e a abóbada de estuques, atribuídos a Grossi. Os seus painéis de azulejo conservam-se no Museu da Cidade. Uma referência final ao jardim em terraço, ao nível do andar nobre, organizado à francesa, e para o qual se abre uma das fachadas com revestimento azulejar. Em 1864 os prelados abandonaram o palácio levando consigo e dispersando muito do seu recheio artístico. Vendido nesse ano, passou por vários proprietários até ser adquirido pela autarquia em 1930 que instalou o Asilo da Mendicidade (1933) e a Biblioteca (1934), cuja adaptação originou muitas alterações, a principal das quais a destruição da capela. Em 1941 recebeu o Museu da cidade, que aí permaneceu até à década de 1970. (RC) | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 59 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 8 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| A Acção Artística do Primeiro Patriarca de Lisboa | PEREIRA, José Fernandes | Edição | 1991 | Lisboa | |
| Palácios e solares portuguezes (Col. Encyclopedia pela imagem) | SEQUEIRA, Gustavo de Matos | Edição | 1900 | Porto | |
| "A estratégia de Bartolomeu Antunes mestre ladrilhador do Paço (1688-1753)", Al-madan, n.º 12, pp. 135-141. | MANGUCCI, Celso | Edição | 2003 | Almada | |
| "Palácio da Mitra em Lisboa e os seus azulejos", Lisboa Revista Municipal, 2ª série, n.º 13 | MECO, José | Edição | 1985 | Lisboa | |
| Peregrinações em Lisboa | ARAÚJO, Norberto de | Edição | 1939 | Lisboa | Lisboa Número : 12 |
| Lisboa Antiga. Bairros Orientais | CASTILHO, Júlio de | Edição | 1937 | Lisboa | vol. V-VI Data do Editor : 1937 |
| "O Lugar de Marvila e a Quinta da Mitra", Olisipo - Boletim Trimestral do Grupo Amigos de Lisboa, Ano XXVI, n.º 103 | DELGADO, Ralph | Edição | 1963 | Lisboa | |
| Palácio da Mitra | MARTINS, Maria João | Edição | 2004 | Lisboa |
Palácio da Mitra - Planta com a delimitação e a ZEP em vigor
Palácio da Mitra - Planta com a delimitação e a ZP que esteve em vigor até ser fixada a ZEP
Palácio da Mitra - Fachada sul: portal de acesso ao pátio
Palácio da Mitra - Interior da escadaria: painéis de azulejos imitando balaustrada
Palácio da Mitra - Interior: sala de entrada
Palácio da Mitra - Fachada nascente voltada ao jardim formal
Palácio da Mitra - Interior: escadaria e porta de acesso à capela
Palácio da Mitra - Interior: patamar superior da escadaria
Palácio da Mitra - Interior: mesa bufete
Palácio da Mitra - Interior de sala
Palácio da Mitra - Jardim: relógio de sol
Palácio da Mitra - Fachada sul: muro e portal de acesso ao pátio
Palácio da Mitra - Pátio: muro sul com portal
Palácio da Mitra - Fachada nascente: painéis de azulejos no jardim
Palácio da Mitra - Interior: pormenor de painel de azulejos
Palácio da Mitra - Fachada nascente vista a partir do jardim formal
Palácio da Mitra - Fachada nascente: vista parcial a partir do jardim formal
Palácio da Mitra - Interior do átrio: patamar de acesso à escadaria
Palácio da Mitra - Fachada sul: vista geral
Palácio da Mitra - Interior da escadaria: painéis de azulejos imitando balaustrada
Palácio da Mitra - Pormenor da planta de século XIX representando o conjunto do palácio da Mitra e jardins
Palácio da Mitra - Interior da escadaria: painéis de azulejos imitando balaustrada
Palácio da Mitra - Fachada nascente: painel de azulejos
Palácio da Mitra - Interior de sala: pormenor de painel de azulejos representando frades
Palácio da Mitra - Fachada poente voltada ao pátio
Palácio da Mitra - Portão de ferro (portal do pátio)
Palácio da Mitra - Jardim formal e nascente
Palácio da Mitra - Interior de sala de estar
Palácio da Mitra - Fachada sul: vista geral
Palácio da Mitra - Interior: painel de azulejos na escadaria
Palácio da Mitra - Fachada norte: vista parcial a partir do jardim formal
Palácio da Mitra - Interior: painel de azulejos na escadaria
Palácio da Mitra - Interior de sala
Palácio da Mitra - Interior: passagem entre salas
Palácio da Mitra - Interior da sala de jantar
Palácio da Mitra - Jardim formal e muro com painel de azulejos
Palácio da Mitra - Jardim formal: vista parcial e muro com painel de azulejos
Palácio da Mitra - Jardim formal: terraço com relógio de sol
Palácio da Mitra - Interior de sala de entrada (piso superior)
Palácio da Mitra - Interior de sala
Palácio da Mitra - Interior de sala de entrada (piso superior)
Palácio da Mitra - Interior de sala de estar
Palácio da Mitra - Interior: escadaria de acesso ao piso superior
Palácio da Mitra - Interior de sala de jantar
Palácio da Mitra - Portão do lado poente
Palácio da Mitra - Fachada poente
Palácio da Mitra - Portal do lado sul: pormenor
Palácio da Mitra - Portal do lado sul
Palácio da Mitra - Vista geral: fachada sul
Palácio da Mitra - Portal Sul: vista a partir do interior do pátio
Palácio da Mitra - Portal Sul: remate
Palácio da Mitra - Portal Sul: vista geral
Palácio da Mitra - Fachada sul: janela aberta para o pátio
Palácio da Mitra - Fachada poente: óculo sobre o portal
Palácio da Mitra - Portal poente: pormenor
Palácio da Mitra - Fachada poente: vista geral
Palácio da Mitra - Fachada norte
Palácio da Mitra - Reprodução de fotografia mostrando o interior da capela (demolida!) (Arquivo fotográfico da CML- Espólio Bárcia)
Palácio da Mitra - Fachada poente: portal
Palacete Vilar de Allen
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