Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Igreja de Nossa Senhora do Terço
Designação
DesignaçãoIgreja de Nossa Senhora do Terço
Outras Designações / PesquisasMosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / TipologiaArquitectura Religiosa / Igreja
TipologiaIgreja
CategoriaArquitectura Religiosa
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaBraga/Barcelos/Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
Avenida dos Combatentes da Grande GuerraBarcelos Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
41.533692-8.618794
DistritoBraga
ConcelhoBarcelos
FreguesiaBarcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro)
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como IIP - Imóvel de Interesse Público
CronologiaDecreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto)
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEMonumento
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO12707538
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaSituada a Norte do Campo da Feira, a igreja de Nossa Senhora do Terço que, na sua origem, integrava o convento de religiosas beneditinas, foi uma das edificações que, no início do século XVIII, contribuíu para a estruturação da malha urbana nesta zona da cidade, então em expansão (ALMEIDA, 1990, p. 28).
A fundação do convento encontra-se relacionada com a demolição de um outro, em Monção, ordenada por D. Pedro, com o objectivo de reedificar e fortalecer as muralhas defensivas desta localidade. As religiosas de Monção deveriam, então, ser transferidas para o convento a construir em Barcelos, onde a primeira pedra no novo edifício foi lançada em 1707, já no reinado de D. João V, e com o aval do Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. Os trabalhos prosseguiram com rapidez, e em 1713, quando o cortejo conduziu as mais de cem religiosas às suas novas dependências, estas estavam quase totalmente concluídas.
A Extinção das Ordens Religiosas, em 1834, não trouxe consigo o imediato desaparecimento do convento, por esta ser uma casa feminina, e só poder ser extinta após o falecimento da última freira, o que aconteceu em 1842. As dependências conventuais foram vendidas em hasta pública e, posteriormente, demolidas. Somente a igreja subsistiu até aos nossos dias, tendo acolhido, a partir de 1846, a confraria do Terço, até então sediada na capela do Espírito Santo, mas que entretanto havia sido demolida.
De planta longitudinal, com nave única e capela-mor, o templo, que passou a ter como principal invocação Nossa Senhora do Terço, conservou, no seu interior, todo o equipamento decorativo original, organizado segundo um programa iconográfico de exaltação da Ordem e do seu fundador, São Bento, que exemplifica, também, as opções artísticas do barroco nacional, no que se convencionou denominar por "obra de arte total".
O exterior, de linhas depuradas, encontra no portal principal (lateral, como convém nas igrejas femininas), o seu elemento de maior interesse, contrastando vivamente com o espaço interno, profusamente decorado por talha dourada, azulejos e pinturas. As paredes da nave encontram-se totalmente revestidas por azulejos, azuis e brancos, numa composição que articula rodapés de medalhões com emblemas, e painéis de grandes dimensões representando cenas da vida de São Bento. A sua execução, datada de 1713 (pintada nos azulejos) tem vindo a ser atribuída a António de Oliveira Bernades, a quem são igualmente imputadas, com algumas reservas, as telas da nave, e as pinturas do tecto, em caixotões, com temática também alusiva à Ordem.
Na capela-mor, os azulejos, que ilustram a fundação do convento e o cortejo das freiras (complementados pelas inscrições que assinalam ambos os acontecimentos), estão assinados por P.M.P., a sigla do pintor lisboeta cujo nome permanece desconhecido. O retábulo, em talha dourada joanina, ocupa a totalidade da capela-mor, e, tal como os colaterais, na nave, exibe um conjunto de imaginária setecentista ou mesmo anterior. Por fim, o púlpito, muito possivelmente, contemporâneo da campanha azulejar, é considerado um dos exemplares mais significativos do Norte do país, que Roberth Smith atribuiu ao entalhador Ambrósio Coelho (1968, p. 154; para outras hipóteses de atribuição cf. FERREIRA, 1982, p. 10).
(Rosário Carvalho)
ProcessoAv. dos Combatentes da Grande Guerra
Abrangido em ZEP ou ZPCampo da Feira de Barcelos

Outra Classificação
Nº de Imagens7
Nº de Bibliografias11

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
BarcelosALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira deEdição1990Lisboa
As mais belas igrejas de Portugal, vol. IGIL, JúlioEdição1988Lisboa
Azulejaria em Portugal no século XVIIISIMÕES, J. M. dos SantosEdição1979Lisboa
The art of Portugal 1500-1800SMITH, Robert C.Edição1968Londres
Barcelos histórico, monumental e artísticoFREITAS, Eugénio de Andrea da Cunha eEdição1998Braga
"Púlpito do Terço é considerado «uma obra-prima de arte»", Diário do MinhoENCARNAÇÃO, MartaEdição2004Braga
"Tecto da igreja decorado com pinturas setecentistas", Diário do MinhoENCARNAÇÃO, MartaEdição2004Braga
"A devoção do Terço encontrou na igreja um espaço de eleição", Diário do MinhoENCARNAÇÃO, MartaEdição2004Braga
"Igreja de Nossa Senhora do Terço: uma jóia de estilo barroco", Diário do MinhoENCARNAÇÃO, MartaEdição2004Braga
Barcelos histórico, monumental e artísticoTRIGUEIROS, António Júlio LimpoEdição1998Braga
Barcelos histórico, monumental e artísticoLACERDA. Maria da Conceição Cardoso Pereira deEdição1998Braga
Roteiro do visitante da Igreja Benedita de Nossa Senhora do TerçoFERREIRA, Manuel AvelinoEdição1982Barcelos
A igreja benedita de Nossa Senhora do Terço: história de uma igreja na história de BarcelosFERREIRA, Manuel AvelinoEdição1982Barcelos
"Púlpito do Terço é considerado «uma obra-prima de arte»", Diário do MinhoASSIS, Francisco deEdição2004Braga
"Tecto da igreja decorado com pinturas setecentistas", Diário do MinhoASSIS, Francisco deEdição2004Braga
"A devoção do Terço encontrou na igreja um espaço de eleição", Diário do MinhoASSIS, Francisco deEdição2004Braga
"Igreja de Nossa Senhora do Terço: uma jóia de estilo barroco", Diário do MinhoASSIS, Francisco deEdição2004Braga

IMAGENS

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Planta com a delimitação e a ZP actualmente em vigor

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal: portal voltado à Avenida dos Combatentes da Grande Guerra

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal: portal

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal (DGEMN, 1957)

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: nave e capela-mor (DGEMN, 1957)

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: nave, coro-alto e sub-coro (DGEMN, 1957)

Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: tecto da nave com caixotões pintados (DGEMN, 1957)

MAPA

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