| Igreja de Nossa Senhora do Terço | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Igreja de Nossa Senhora do Terço | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Mosteiro de Nossa Senhora da Conceição / Igreja de Nossa Senhora do Terço (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Religiosa / Igreja | ||||||||||||
| Tipologia | Igreja | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Religiosa | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Braga/Barcelos/Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro) | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Braga | ||||||||||||
| Concelho | Barcelos | ||||||||||||
| Freguesia | Barcelos, Vila Boa e Vila Frescainha (São Martinho e São Pedro) | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 12707538 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Situada a Norte do Campo da Feira, a igreja de Nossa Senhora do Terço que, na sua origem, integrava o convento de religiosas beneditinas, foi uma das edificações que, no início do século XVIII, contribuíu para a estruturação da malha urbana nesta zona da cidade, então em expansão (ALMEIDA, 1990, p. 28). A fundação do convento encontra-se relacionada com a demolição de um outro, em Monção, ordenada por D. Pedro, com o objectivo de reedificar e fortalecer as muralhas defensivas desta localidade. As religiosas de Monção deveriam, então, ser transferidas para o convento a construir em Barcelos, onde a primeira pedra no novo edifício foi lançada em 1707, já no reinado de D. João V, e com o aval do Arcebispo de Braga, D. Rodrigo de Moura Teles. Os trabalhos prosseguiram com rapidez, e em 1713, quando o cortejo conduziu as mais de cem religiosas às suas novas dependências, estas estavam quase totalmente concluídas. A Extinção das Ordens Religiosas, em 1834, não trouxe consigo o imediato desaparecimento do convento, por esta ser uma casa feminina, e só poder ser extinta após o falecimento da última freira, o que aconteceu em 1842. As dependências conventuais foram vendidas em hasta pública e, posteriormente, demolidas. Somente a igreja subsistiu até aos nossos dias, tendo acolhido, a partir de 1846, a confraria do Terço, até então sediada na capela do Espírito Santo, mas que entretanto havia sido demolida. De planta longitudinal, com nave única e capela-mor, o templo, que passou a ter como principal invocação Nossa Senhora do Terço, conservou, no seu interior, todo o equipamento decorativo original, organizado segundo um programa iconográfico de exaltação da Ordem e do seu fundador, São Bento, que exemplifica, também, as opções artísticas do barroco nacional, no que se convencionou denominar por "obra de arte total". O exterior, de linhas depuradas, encontra no portal principal (lateral, como convém nas igrejas femininas), o seu elemento de maior interesse, contrastando vivamente com o espaço interno, profusamente decorado por talha dourada, azulejos e pinturas. As paredes da nave encontram-se totalmente revestidas por azulejos, azuis e brancos, numa composição que articula rodapés de medalhões com emblemas, e painéis de grandes dimensões representando cenas da vida de São Bento. A sua execução, datada de 1713 (pintada nos azulejos) tem vindo a ser atribuída a António de Oliveira Bernades, a quem são igualmente imputadas, com algumas reservas, as telas da nave, e as pinturas do tecto, em caixotões, com temática também alusiva à Ordem. Na capela-mor, os azulejos, que ilustram a fundação do convento e o cortejo das freiras (complementados pelas inscrições que assinalam ambos os acontecimentos), estão assinados por P.M.P., a sigla do pintor lisboeta cujo nome permanece desconhecido. O retábulo, em talha dourada joanina, ocupa a totalidade da capela-mor, e, tal como os colaterais, na nave, exibe um conjunto de imaginária setecentista ou mesmo anterior. Por fim, o púlpito, muito possivelmente, contemporâneo da campanha azulejar, é considerado um dos exemplares mais significativos do Norte do país, que Roberth Smith atribuiu ao entalhador Ambrósio Coelho (1968, p. 154; para outras hipóteses de atribuição cf. FERREIRA, 1982, p. 10). (Rosário Carvalho) | ||||||||||||
| Processo | Av. dos Combatentes da Grande Guerra | ||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | Campo da Feira de Barcelos | ||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 7 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 11 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Barcelos | ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de | Edição | 1990 | Lisboa | |
| As mais belas igrejas de Portugal, vol. I | GIL, Júlio | Edição | 1988 | Lisboa | |
| Azulejaria em Portugal no século XVIII | SIMÕES, J. M. dos Santos | Edição | 1979 | Lisboa | |
| The art of Portugal 1500-1800 | SMITH, Robert C. | Edição | 1968 | Londres | |
| Barcelos histórico, monumental e artístico | FREITAS, Eugénio de Andrea da Cunha e | Edição | 1998 | Braga | |
| "Púlpito do Terço é considerado «uma obra-prima de arte»", Diário do Minho | ENCARNAÇÃO, Marta | Edição | 2004 | Braga | |
| "Tecto da igreja decorado com pinturas setecentistas", Diário do Minho | ENCARNAÇÃO, Marta | Edição | 2004 | Braga | |
| "A devoção do Terço encontrou na igreja um espaço de eleição", Diário do Minho | ENCARNAÇÃO, Marta | Edição | 2004 | Braga | |
| "Igreja de Nossa Senhora do Terço: uma jóia de estilo barroco", Diário do Minho | ENCARNAÇÃO, Marta | Edição | 2004 | Braga | |
| Barcelos histórico, monumental e artístico | TRIGUEIROS, António Júlio Limpo | Edição | 1998 | Braga | |
| Barcelos histórico, monumental e artístico | LACERDA. Maria da Conceição Cardoso Pereira de | Edição | 1998 | Braga | |
| Roteiro do visitante da Igreja Benedita de Nossa Senhora do Terço | FERREIRA, Manuel Avelino | Edição | 1982 | Barcelos | |
| A igreja benedita de Nossa Senhora do Terço: história de uma igreja na história de Barcelos | FERREIRA, Manuel Avelino | Edição | 1982 | Barcelos | |
| "Púlpito do Terço é considerado «uma obra-prima de arte»", Diário do Minho | ASSIS, Francisco de | Edição | 2004 | Braga | |
| "Tecto da igreja decorado com pinturas setecentistas", Diário do Minho | ASSIS, Francisco de | Edição | 2004 | Braga | |
| "A devoção do Terço encontrou na igreja um espaço de eleição", Diário do Minho | ASSIS, Francisco de | Edição | 2004 | Braga | |
| "Igreja de Nossa Senhora do Terço: uma jóia de estilo barroco", Diário do Minho | ASSIS, Francisco de | Edição | 2004 | Braga |
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Planta com a delimitação e a ZP actualmente em vigor
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal: portal voltado à Avenida dos Combatentes da Grande Guerra
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal: portal
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Fachada principal (DGEMN, 1957)
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: nave e capela-mor (DGEMN, 1957)
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: nave, coro-alto e sub-coro (DGEMN, 1957)
Igreja de Nossa Senhora do Terço - Interior: tecto da nave com caixotões pintados (DGEMN, 1957)
Palacete Vilar de Allen
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