| Forte de Âncora | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Forte de Âncora | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Forte da Lagarteira (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Militar / Forte | ||||||||||||
| Tipologia | Forte | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Militar | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Viana do Castelo/Caminha/Âncora | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Viana do Castelo | ||||||||||||
| Concelho | Caminha | ||||||||||||
| Freguesia | Âncora | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Retificação publicada no DG, I Série, n.º 59, de 10-03-1967 (localização corrigida para o concelho de Caminha) (ver Retificação) Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (indicado o concelho de Viana do Castelo) (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 12737527 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Imóvel O Forte de Âncora foi edificado sobre um maciço rochoso implantado na margem direita da foz do rio Âncora, num local designado Lagarteira. Localmente, esta fortificação é também conhecida pela toponímia do lugar. O forte desenvolve-se em planta estrelada irregular, sendo composto por quatro baluartes dispostos a cada uma das extremidades da estrela, e uma bateria de três faces com plataforma, voltada ao rio. Os panos murários, em talude, possuem em toda a sua extensão um parapeito curvo. Em cada um dos cunhais ergue-se uma guarita facetada, coroada por bola. A bateria exibe canhoeiras e o balcão, fechado e com bueiros, assenta sobre três modilhões. No pano murário localizado entre os baluartes este e noroeste foi rasgada a porta de armas, constituída por portal de arco pleno com aduelas, encimado por escudo com as armas de Portugal coroadas e ladeadas por volutas. No interior, a praça de armas é enquadrada por três edifícios de quartel adossados que formam um U. À esquerda da porta ergue-se uma rampa de acesso à bateria, que é complementada por rampa congénere, disposta assimetricamente na extremidade oposta da praça, sobre o edifício de fundo. Os aquartelamentos, de planta retangular, possuem cobertura abobadada. História O Forte da Âncora, ou da Lagarteira, é uma estrutura erigida na última década do século XVII para reforçar o sistema defensivo já então estabelecido na zona fronteiriça do Minho. Embora se pudesse supor que a sua construção foi realizada entre 1641 e 1668, durante a Guerra da Restauração, a documentação local comprova que nesta última data a fortaleza da Lagarteira não estava ainda construída. Uma sessão da Câmara de Viana da Foz do Lima de 1683 descreve um pedido do Dr. Monteiro Monterroio, que então apontava a necessidade de se edificarem redutos e plataformas na foz do rio Âncora e no lugar de Montedor, para que aí se pudessem colocar vigias e depositar peças de artilharia. Este pedido confirma assim que em Âncora, nessa data, não existia nenhuma estrutura fortificada. O forte terá sido erguido entre os anos de 1699 e 1702 (GUERRA: 1926, p. 688), por ordem do rei D. Pedro II, integrando-se num conjunto de fortificações construídas ao mesmo tempo entre as zonas de Vila Praia de Âncora e Esposende. Esta empreitada militar regional, num período muito posterior à Guerra da Restauração, permite considerar que na última década de Seiscentos foi elaborado um plano construtivo de novas estruturas militares para reforçar a linha de defesa da fronteira noroeste do Reino, dependente do poder de fogo das fortalezas já existentes no litoral minhoto, então considerado insuficiente. À época, foram edificados na zona entre os rios Minho e Lima, além da fortaleza da Lagarteira, o Forte do Cão e os fortins da Areosa e de Montedor. Desconhece-se até que data a praça do Forte de Âncora esteve ativa, sabendo-se apenas que em Novembro de 1939 o imóvel foi cedido ao Ministério da Marinha. Já na segunda metade do século XX foi objeto de obras de conservação e requalificação nos anos de 1955, 1980 e 1997. Foi classificado como de interesse público em 1967, albergando atualmente a Delegação Marítima de Vila Praia de Âncora, integrada na Capitania do Porto de Caminha. Catarina Oliveira DGPC, 2020 | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 1 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 6 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Castelos do Distrito de Viana | GUERRA, Luís Figueiredo da | Edição | 1926 | Coimbra | Separata de O Instituto |
| Alto Minho | ALMEIDA, Carlos Alberto Ferreira de | Edição | 1987 | Lisboa | |
| Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal | GIL, Júlio | Edição | 1986 | Lisboa | |
| "Do rigor teórico à urgência prática: a arquitectura militar", História da Arte em Portugal, vol. 8 | MOREIRA, Rafael | Edição | 1986 | Lisboa | |
| Teoria y proyeto sobre las fortificaciones militares al nuerte del Duero | FERNANDEZ NUNEZ, Estanislao | Edição | 1987 | Vila Nova de Gaia | |
| Guia de Inventário - Fortificações medievais e modernas | NOÉ, Paula | Edição | 2015 | ||
| Os mais belos castelos e fortalezas de Portugal | CABRITA, Augusto | Edição | 1986 | Lisboa |
Forte de Âncora - Vista parcial da muralha e revelim
Autor: Nmmacedo, em colaboração com Wiki Loves Monuments
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