| Castelo de Barbacena | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Castelo de Barbacena | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Castelo de Barbacena / Fortificações de Barbacena (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Militar / Castelo | ||||||||||||
| Tipologia | Castelo | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Militar | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Portalegre/Elvas/Barbacena e Vila Fernando | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Portalegre | ||||||||||||
| Concelho | Elvas | ||||||||||||
| Freguesia | Barbacena e Vila Fernando | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Decreto n.º 47 508, DG, I Série, n.º 20, de 24-01-1967 (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 9914630 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | A povoação de Barbacena foi definitivamente reconquistada pelo rei D. Sancho II, na primeira metade do século XIII. O povoamento do burgo, possivelmente desenvolvido sobre um castro pré-romano, fez-se a partir da doação de Barbacena a D. Estêvão Anes, Chanceler-Mor de D. Afonso III, casado com uma filha ilegítima do monarca, e senhor do Alvito, no ano de 1251. O primeiro foral de Barbacena é outorgado pelo seu novo senhor em 1273, ainda durante o reinado afonsino. Durante o reinado de D. João I, são conhecidos os nomes de dois nobres partidários do rei, João Fernandes Pacheco e Martim Afonso de Melo, sendo este último guarda-mor do monarca e alcaide de Évora, a quem é sucessivamente atribuído o senhorio de Barbacena. João Fernandes Pacheco, adepto da causa do Mestre de Avis, perderia este e outros senhorios após trair o rei, passando a posse de Barbacena para Martim Afonso de Melo. Em 1519, D. Manuel daria novo foral à vila, ordenando a reconstrução do seu castelo, que assim se pode supor em mau estado de conservação. Alguns anos mais tarde, em 1536, Barbacena é morgadio de D. Jorge Henriques, caçador-mor de D. João III, a quem se deve o arranque da construção do castelo, que fica por terminar aquando da morte do seu donatário, em 1572. Três anos mais tarde, a fortificação é comprada por Diogo de Castro do Rio, Cavaleiro da Ordem de Cristo e Fidalgo da Casa Real, e o primeiro a usar o título de senhor de Barbacena. O castelo então erguido, de planta quadrangular, não seria seguramente a primeira construção fortificada do local, onde deverá ter existido obra medieval. No século XVII, no contexto da Guerra da Restauração, a fortaleza sofreu obras de modernização, de forma a adequar-se às novas tácticas militares, que exigiam a construção de um baluarte moderno. A entrada principal que ainda hoje se pode ver, um portal de pedra formando frontão com dois coruchéus, é desta época. Em 1645, as tropas castelhanas assaltam o castelo, e em 1658 a guarnição é mesmo forçada a render-se ao Duque de Ossuna. Os ataques e as pilhagens, bem como a constante necessidade de modernização das defesas numa zona de tal importância estratégica, determinam a necessidade de novas obras de remodelação e fortificação, desta feita a cargo de Afonso Furtado de Mendonça, chanceler-mor do reino e primeiro Visconde de Barbacena, bisneto de Diogo de Castro do Rio. Seguem-se novos ataques ao baluarte, desta vez por parte do Marquês de Bay, governador de Badajoz, durante a Guerra da Sucessão de Espanha. Na verdade, Barbacena seria sitiada várias vezes até ao início do século XIX, e a sua proximidade com Espanha seria causa de considerável instabilidade da população local, devido às incursões dos soldados espanhóis. Do castelo, de planta rectangular, conservam-se as paredes e a entrada principal, já citada, e ainda vestígios de um portal mais antigo, em arco redondo, entaipado. Da muralha da fortaleza, transformada no século XVII em planta estrelada, conservam-se vários troços e alguns elementos abaluartados, bem como torreões baixos (a Torre de Menagem foi derrubada no início do século XVII). Pode ainda ver-se a antiga Casa do Governador, edifício de alguma nobreza, com escadaria central dupla, e vestígios de uma capela no piso superior. O castelo continuaria na posse da mesma família durante largos anos. Em 1816, D. João VI cria o cargo de Conde de Barbacena a favor de Luís António Furtado de Castro do Rio de Mendonça e Faro, 1º conde e 6º visconde de Barbacena. Seu filho, Francisco Furtado de Castro do Rio de Mendonça, 2º conde e 7º visconde de Barbacena, chegou a residir no castelo. Em 1896, há notícia da transacção do imóvel, vendido por Hermenegildo José Costa Campos a Alfredo de Andrade, de quem descenderia um dos últimos proprietários, José Luis Sommer de Andrade, vendedor do castelo em 2005, sendo o adquirente Mico da Câmara Pereira. SML | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 0 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 5 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Roteiro dos Monumentos Militares Portugueses | ALMEIDA, João de | Edição | 1948 | Lisboa | |
| Inventário Artístico de Portugal - vol. I (Distrito de Portalegre) | KEIL, Luís | Edição | 1943 | Lisboa | |
| Nicolau de Langres e a sua obra em Portugal | MATTOS, Gastão de Mello | Edição | 1941 | Lisboa | |
| Elementos para um diccionário de geographia e história portugueza: concelho d'Elvas e extinctos de Barbacena, Villa-Boim e Villa Fernando | ALMADA, Victorino de | Edição | 1891 | Elvas | |
| Castelos em Portugal. Retrato do seu Perfil Arquitectónico | CORREIA, Luís Miguel Maldonado de Vasconcelos | Edição | 2010 | Coimbra |
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