Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Mosteiro de São Martinho de Tibães
Designação
DesignaçãoMosteiro de São Martinho de Tibães
Outras Designações / PesquisasConjunto formado pelo Cruzeiro, Igreja e Mosteiro de Tibães, Fontes e construções Arquitectónicas da Quinta de Tibães / Mosteiro de Tibães / Aqueduto do Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Igreja e Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) / Cerca do Mosteiro de Tibães (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / TipologiaArquitectura Religiosa / Mosteiro
TipologiaMosteiro
CategoriaArquitectura Religiosa
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaBraga/Braga/Mire de Tibães
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
Largo do Mosteiro de São Martinho de TibãesMire de Tibães Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
41.555523-8.478797
DistritoBraga
ConcelhoBraga
FreguesiaMire de Tibães
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MN - Monumento Nacional
CronologiaDeclaração de Retificação n.º 42/2024/1, DR, 1.ª série, n.º 245, de 18-12-2024 (retificou a planta anexa ao decreto anterior) (ver Declaração)
Decreto n.º 5/2024, DR, 1.ª série, n.º 211, de 30-10-2024 (ampliou a área classificada, reclassificou como CIN/MN e redenominou a classificação para Mosteiro de Sãoo Martinho de Tibães) (com restrições) (ver Decreto)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 19-12-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 150/2023, DR, 2.º Série, n.º 147, de 31-07-2023 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 4-07-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 8-03-2023 da SPAA do CNC
Nova proposta de 17-01-2023 da DRC do Norte
Despacho de 28-11-2022 do diretor-geral da DGPC a enviar o processo à DRC do Norte para reanálise
Despacho de concordância de 20-08-2021 do diretor-geral da DGPC
Novo parecer de 19-05-2021 da SPAA do CNC a propor a ampliação da área classificada, a reclassificação como CIN, com ZNA, e a redenominação para Mosteiro de São Martinho de Tibães
Despacho de concordância de 23-10-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer favorável de 12-09-2018 da SPAA do CNC mas com a proposta de redenominação para Mosteiro de São Martinho de Tibães
Proposta de 30-10-2017 da DRC do Norte para a ampliação, a reclassificação como MN e a redenominação para Mosteiro de Tibães
Anúncio n.º 58/2015, DR, 2.ª série, n.º 67, de 7-04-2015 (divulga a intenção de ampliar a classificação, de forma a abranger todo o mosteiro, incluindo a cerca, tendo em vista a sua eventual reclassificação como MN e a redenominação para Mosteiro de Tibães) (ver Anúncio)
Despacho de 5-02-2015 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura do procedimento de ampliação da classificação, eventual reclassificação para MN e redenominação
Proposta de 26-01-2015 da DRC do Norte para a ampliação da área classificada, a reclassificação para MN e a alteração da designação para "Mosteiro de Tibães"
Despacho de 4-06-2013 do subdiretor-geral da DGPC a devolver o processo à DRC do Norte, para reanálise, atendendo a que não faz sentido manter classificados apenas os elementos dispersos, procedendo à reclassificação (alteração da categoria) e redenominação, pelo que deverá ser ponderado elaborar igualmente proposta de ampliação da classificação a todo o Mosteiro, incluindo a cerca, alargando, em consequência, a ZEP existente
Proposta de 22-01-2013 da DRC do Norte para a reclassificação como MN, com a designação de "Mosteiro de Tibães"
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da designação da classificação para "Igreja e Mosteiro, Cerca, Cemitério, Cruzeiro, fontes, construções arquitectónicas da respectiva quinta"
Decreto n.º 33 587, DG, I Série, n.º 63, de 27-03-1944 (classificou como IIP a Igreja e mosteiro de Tibães, fontes e construções arquitectónicas da respectiva quinta) (ver Decreto)
ZEPDeclaração de Retificação n.º 42/2024/1, DR, 1.ª série, n.º 245, de 18-12-2024 (retificou a planta anexa ao decreto anterior) (ver Declaração)
Decreto n.º 5/2024, DR, 1.ª série, n.º 211, de 30-10-2024( alterou a ZEP) (com restrições) (ver Decreto)
Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 19-12-2023 da subdiretora-geral da DGPC
Anúncio n.º 150/2023, DR, 2.º Série, n.º 147, de 31-07-2023 (ver Anúncio)
Despacho de concordância de 4-07-2023 do diretor-geral da DGPC
Proposta favorável de 8-03-2023 da SPAA do CNC
Nova proposta de 17-01-2023 da DRC do Norte
Despacho de 28-11-2022 do diretor-geral da DGPC a enviar o processo à DRC do Norte para reanálise
Despacho de concordância de 20-08-2021 do diretor-geral da DGPC
Novo parecer de 19-05-2021 da SPAA do CNC
Despacho de concordância de 23-10-2018 da diretora-geral da DGPC
Parecer de 12-09-2018 da SPAA do CNC a propor a alteração
Proposta de alteração de 30-10-2017 da DRC do Norte
Em 1-12-2015 a DRC do Norte enviou à CM de Braga a proposta de ZEP que mereceu algumas propostas de alteração por parte da autarquia
Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994 (com ZNA) (ver Portaria)
Despacho de homologação de 26-08-1987 da Secretária de Estado da Cultura
Parecer de 13-08-1987 do Conselho Consultivo do IPPC a propor a alteração da ZEP
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949
Zona "non aedificandi"Declaração de Retificação n.º 42/2024/1
Decreto n.º 5/2024, DR, 1.ª série, n.º 211, de 30-10-2024
Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994
Portaria de 20-09-1949, publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949
CLASS_NAMEConjunto
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO9913229
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaO Mosteiro de São Martinho de Tibães foi fundado na segunda metade do século XI e recebeu Carta de Couto em 1110 por D. Henrique e D. Teresa. Ao longo da Baixa Idade Média o Mosteiro tornou-se detentor de um vasto património. Recebeu obras de ampliação entre 1530 e 1550 por acção do abade Comendatário D. António de Sá. Em 1567 transformou-se na Casa-Mãe da Congregação de São Bento em Portugal e no Brasil e na primeira metade do século XVII, dada a decadência das antigas construções e o afluxo de meios proporcionados pela Congregação, deu-se início à grande campanha de que resultou o conjunto que hoje existe.
Começando pela igreja, erigida entre 1628 e 1661, no local do templo românico, reorganizou-se o Claustro do Refeitório e construi-se o Claustro do Cemitério. Até 1700 levantaram-se as alas conventuais, que incluíam Portaria, Recibo, Dormitório, Hospedaria, Sala do Capítulo e Livraria.
A igreja é um dos templos mais grandiosos do país e um dos maiores marcos da arte barroca. O início das obras filia-se ainda numa corrente maneirista, mas o Barroco haveria de triunfar nas numerosas obras desenvolvidas ao longo da segunda metade do século XVII e todo o século XVIII. Nela trabalharam arquitectos como Manuel Álvares e André Soares, e o estaleiro do Mosteiro foi mesmo um centro de aprendizagem de onde irradiaram mestres, escultores e imaginários para todo o Norte do país.
Vendido em hasta pública em 1864, o Mosteiro de Tibães e toda sua cerca de 40 h, tiverem um uso predominantemente agrícola, mantendo-se a igreja e o claustro em uso paroquial. Em 1894, um incêndio destruiu o claustro do refeitório, refeitório e o capítulo e dormitórios conventuais. Já no século XX, o progressivo abandono a que esteve sujeito fez alastrar a ruína para as áreas do antigo coristado e noviciado, cozinhas, fornos e adegas. Em 1986 passou para propriedade do Estado. O conjunto tem vindo a ser intervencionado de forma gradual e através de medidas que integram ou reintegram funções antigas (caso da Casa Paroquial). Na actualidade, para além de continuar com alguns espaços em uso partilhado com a paróquia, como a igreja e o claustro, prevê-se a refundação de uma comunidade religiosa, a criação do Museu (...) e a viabilização de um Centro de Informação sobre Ordens Monásticas e Jardins Históricos, tendo em conta a importância do Mosteiro na "rota beneditina" portuguesa.
Paulo Oliveira / Mosteiro de São Martinho de Tibães
(Nota: pelo Aviso n.º 13, de 23/07/2010, publicado na página da Internet da Autoridade Florestal Nacional foram classificadas de interesse público as seguintes árvores existentes na Cerca do Mosteiro de São Martinho de Tibães: um Pinus pinaster Aiton, vulgarmente conhecida por pinheiro bravo; dois Cedrus deodara (Roxb.) G.Don, árvores vulgarmente conhecidas por cedros-do-himalaia)
Processo
Abrangido em ZEP ou ZP
Outra Classificação
Nº de Imagens79
Nº de Bibliografias7

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
"Experiências portuguesas em Arqueologia da Arquitectura", Revista Estudos / Património, nº9, pp.44-55FONTES, Luís Fernando de OliveiraEdição2006Lisboa
As mais belas igrejas de Portugal, vol. IGIL, JúlioEdição1988Lisboa
Sanctus Benedictus. São BentinhoAA.VV.Edição2004BragaMonografia e catálogo da exposição iconográfica e documental com o mesmo nome que procura revelar e interpretar São Bento cujo pensamento foi projectado desde o século XII pelos monges de Tibães na sua vivência quotidiana
Imagens de um trabalho. Tibães IgrejaAA.VV.Edição2002BragaAtraído pelo espaço e possuído pelo "espirito do lugar" Luís Ferreira Alves, numa coabitação perfeita com a obra, movendo-se num universo quase dantesco entre andaimes e protecções, ouvindo todos os que lhe sabiam falar de património que olhava fascinado e ia ao encontro do seu imaginário, deixou-se cativar e fez desprender o encanto e a beleza do interior da própria imagem fotográfica.
São Martinho de Tibães. Um sítio onde se fez um mosteiro. Ensaio em Arqueologia da Paisagem e da ArquitecturaFONTES, LuísEdição2005LisboaMonografia que parte da campanha arqueológica e de estudos históricos prévios à complexa intervenção de conservação e restauro realizada pelo IPPAR na casa-mãe dos Beneditinos portugueses. Esta é uma abordagem original ao complexo edificado que supera a tradicional monografia arqueológica com o objectivo de perceber a interacção dinâmica entre o construído, na sua evolução diacrónica e o território e a paisagem onde se inscreve, contribuindo ao mesmo tempo para a informação do processo de restauro e adaptação que ali tem lugar continuamente
"O processo de extinção do Mosteiro de São Martinho de Tibães", Património - Estudos, nº7, pp.101-111MATA, Aida Maria Reis daEdição2004Lisboa
"O processo de extinção do Mosteiro de São Martinho de Tibães", Património - Estudos, nº7, pp.101-111OLIVEIRA, Paulo João da CunhaEdição2004Lisboa
"Miguel Fernandes, Mestre Pedreiro de Rendufe, Alpendurada e Tibães (1716-1731)", Revista Estudos / Património, nº9, pp.159-171OLIVEIRA, Paulo João da CunhaEdição2006Lisboa

IMAGENS

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: quadra central

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: painel de azulejos da galeria

Mosteiro de Tibães - Fachada Norte: portaria

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: abóbada da capela-mor

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: quadra central com fonte

Mosteiro de Tibães - Zona conventual: ruínas de parte das dependências conventuais (antes da intervenção)

Mosteiro de Tibães - Zona conventual: ruínas da Sala dos Arcos (antes da intervenção)

Mosteiro de Tibães - Zona conventual: ruínas da Sala dos Arcos (antes da intervenção)

Mosteiro de Tibães - Zona conventual: ruínas do Pátio dos Noviços (antes da intervenção)

Mosteiro de Tibães - Portaria publicada no DG, II Série, n.º 242, de 18-10-1949 - Texto e planta do diploma

Mosteiro de Tibães - Portaria n.º 736/94, DR, I Série-B, n.º 187, de 13-08-1994 - Texto e planta do diploma

Mosteiro de Tibães - Vista aérea de Sul do conjunto (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: fonte na quadra central (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Vista geral de Norte (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Fachada principal da igreja, vista de Norte (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Fachada principal da igreja: registo intermédio (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: nave e coro-alto (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: capela lateral (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: retábulo lateral (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: nave e capela-mor (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: nave e capela-mor (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: quadra central com fonte (DGEMN)

Mosteiro de Tibães - Vista geral da igreja, a partir de Norte (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Vista geral de Norte (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Fachada principal da igreja (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: órgão de tubos na parede da nave do lado do Evangelho (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: nave e capela-mor (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: quadra central (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: galeria do piso térreo (IPPC, 1982)

Mosteiro de Tibães - Gravura com vista geral de Norte (IPPC)

Mosteiro de Tibães - Planta com o que está classificado, e a respetiva ZEP, e o que está em vias de classificação e a respetiva ZGP (Já reclassificado)

Mosteiro de São Martinho de Tibães - Planta anexa ao Decreto n.º 5/2024, de 30 de outubro, com a delimitação do conjunto classificado e a respetiva ZEP

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: nave e coro-alto (1982)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: quadra central antes do restauro (1982)

Mosteiro de Tibães - Claustro do cemitério: galeria do piso térreo (1982)

Mosteiro de Tibães - Interior da zona conventual: sala do Capitulo (1982)

Mosteiro de Tibães - Interior do refeitório: lavatório de parede (1982)

Mosteiro de Tibães - Interior da igreja: órgão de tubos na parede da nave do lado do Evangelho (1982)

Mosteiro de Tibães

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