| Fortaleza do Outeiro | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Fortaleza do Outeiro | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Castelo de Outeiro / Fortaleza do Outeiro / Castelo do Outeiro (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Militar / Fortaleza | ||||||||||||
| Tipologia | Fortaleza | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Militar | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Bragança/Bragança/Outeiro | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Bragança | ||||||||||||
| Concelho | Bragança | ||||||||||||
| Freguesia | Outeiro | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Decreto n.º 40 361, DG, I Série, n.º 228, de 20-10-1955 (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 9913229 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | O Monte do Castelo de Outeiro, cujo cume se eleva a cerca de 800 metros de altitude, é um ponto estratégico de inegável importância na paisagem do Nordeste transmontano. A meio caminho entre Bragança e Vimioso, dele se avistam as terras de Miranda e de Zamora, circunstância que favoreceu a implantação do castelo medieval. Na actualidade, a estrutura defensiva é uma pálida imagem do que outrora foi, mas a história da localidade prova esse passado importante, cujas origens, ao que tudo indicam, remontam ao período romano e a um primeiro estabelecimento privado de carácter agrícola. O castelo de que restam apenas vestígios é uma construção da Baixa Idade Média, com grande probabilidade do reinado de D. Dinis. Em 1287, Santa Maria de Outeiro é referida como paróquia e uma década depois menciona-se a povoação de Outeiro de Miranda. A fortaleza deve ser contemporânea destas datas, indicação reforçada pela planta ovalada irregular do seu perímetro amuralhado, tão característico das vilas novas proto-urbanas de Trás-os-Montes e do Alto Douro, nos séculos XIII e XIV (GOMES, 1993). Sobre a estruturação interna, desconhecemos quase tudo. E o que ainda resta, entre arbustos e alta erva, carece de uma intervenção arqueológica de fundo, que nos forneça indicadores cronológicos seguros acerca das fases de ocupação e de destruição do conjunto. O enorme desconhecimento que hoje possuímos acerca deste castelo não implica, contudo, uma desvalorização acerca do seu papel na história. Em 1369, no contexto das guerras peninsulares que contribuíram para a mudança dinástica após a morte de D. Fernando, a fortaleza foi tomada por tropas castelhanas passando, a partir de então, a defender o partido estrangeiro. Décadas depois, foi assaltada por D. João I, que a devastou. Este mesmo monarca, pacificado o território e pretendendo desenvolver o depauperado reino, patrocinou a reconstrução das suas muralhas e concedeu privilégios a todos quantos edificassem casas no interior do castelo. Em 1418, decorriam ainda obras de alargamento do perímetro muralhado (MONTEIRO, 1999, p.128), sinal de que o programa de D. João I havia sido bem acolhido. Ao longo de toda a centúria de Quatrocentos, regista-se a cedência de privilégios régios (D. Afonso V e D. João II), sintoma claro da importância do castelo no contexto regional nordestino. No reinado de D. Manuel, Outeiro é uma vila no seu apogeu. Duarte d'Armas descreve uma torre de menagem rectangular, aparentemente adossada a uma das portas, uma extensa barbacã em forma de "D", e "diversos elementos defensivos, como os hurdícios, ou balcões com matacães, e as troneiras, que portegiam as portas, inscritas nas próprias torres" (Jana, 1994 / Costa, 2001, DGEMN on-line). Paradoxalmente, é também com D. Manuel que o castelo inicia a sua lenta decadência. O foral de 1514 é um marco importantíssimo neste contexto, uma vez que é a partir deste diploma que se verifica a transferência da população para o vale, abandonando as zonas altas de mais difícil acesso. A história da fortaleza durante a Idade Moderna é a de uma lenta e inexorável decadência. Ainda assolada por forças espanholas na Guerra da Restauração, no século XVII, as décadas seguintes determinaram o completo abandono do castelo e até a decadência da vila, cujo concelho foi extinto em 1853. Outeiro nunca integrou as rotas de redescoberta da Idade Média do Romantismo, nem tão pouco figurou como monumento militar emblemático a ser restaurado pela vaga restauradora do Estado Novo. Uma pequena campanha consolidadora teve lugar em 1993, mas todo o conjunto espera ainda por um projecto integral de conhecimento, intervenção e valorização. PAF | ||||||||||||
| Processo | No cimo do Monte do Castelo, a cerca de 1Km para nascente do lugar do Outeiro | ||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 3 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 8 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| A gloriosa história dos mais belos castelos de Portugal | PERES, Damião | Edição | 1969 | Barcelos | |
| Memórias arqueológico-históricas do distrito de Bragança: repositório amplo de notícias corográficas, hidro-orográficas, geológicas, mineralógicas, hidrológicas, biobibliográficas, heráldicas (...), 2ªed. | ALVES, Francisco Manuel | Edição | 2000 | Bragança | Publicado a 1909-1948 |
| Roteiro dos castelos de Trás-os-Montes | VERDELHO, Pedro | Edição | 2000 | Chaves | |
| Os castelos portugueses dos finais da Idade Média: presença, perfil, conservação, vigilância e comando | MONTEIRO, João Gouveia | Edição | 1999 | Coimbra | |
| "De Bragança e Vimioso", Guia de Portugal (1924-27), 3ªed., pp.969-982 | DIONÍSIO, Sant'Ana | Edição | 1995 | Lisboa | |
| "Outeiro. Apontamento monográfico", Brigantia, nº1, pp.109-119" | GARRIDO, César | Edição | 1981 | Bragança | |
| "A identidade histórica de algumas aldeias transmontanas: subsídios para o seu estudo. 2 - Outeiro", Brigantia, vol. XXIV (nº3/4) - vol. XXV (nº1/2), pp.59-80 | MOTA, José Peixoto Pinto da | Edição | 2005 | Bragança | |
| Monografias bragançanas. Outeiro | FELGUEIRAS JÚNIOR, Francisco | Edição | 1966 | Bragança |
Fortaleza do Outeiro - Panorâmica
Fortaleza do Outeiro - Panorâmica
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