| Casa Grande | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Casa Grande | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Casa dos Cunha Reis / Casa Grande / Casa Cunha Reis (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | Arquitectura Civil / Solar | ||||||||||||
| Tipologia | Solar | ||||||||||||
| Categoria | Arquitectura Civil | ||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Braga/Braga/Braga (Maximinos, Sé e Cividade) | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Braga | ||||||||||||
| Concelho | Braga | ||||||||||||
| Freguesia | Braga (Maximinos, Sé e Cividade) | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como IIP - Imóvel de Interesse Público | ||||||||||||
| Cronologia | Decreto n.º 129/77, DR, I Série, n.º 226, de 29-09-1977 (ver Decreto) | ||||||||||||
| ZEP | |||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Monumento | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 12707538 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | Implantada desde o final do século XVIII no Campo das Hortas, a Casa Grande ou Casa dos Cunha Reis constitui uma das diversas marcas de poder que, ao longo dos tempos, os deões da Sé de Braga imprimiram à cidade. Foi seu impulsionador D. António Alexandre da Cunha Reis da Mota Godinho que, para tal, adquiriu esta propriedade no Campo das Hortas, onde edificou o imóvel que ainda hoje conhecemos e que foi considerado, à época, como uma das mais significativas construções da zona extramuros de Braga. A sua família, ligada ao comércio do vinho (neto de um rico negociante portuense e filho de um deputado da Companhia dos Vinhos do Alto Douro, também detentor da Quinta da Vacaria, no Alto Douro), e os próprios cargos por si desempenhados (Deão do cabido da Sé, vigário capitular, governador temporal do arcebispado, cavaleiro da Ordem de Cristo, Senhor da Quinta da Vacaria), permitiram-lhe ostentar o seu poderio (económico, político e religioso) através da arquitectura. O brasão, patente no frontão triangular que remata o edifício é, no entanto, posterior, tendo aí sido colocado por seu irmão, Joaquim Jerónimo, herdeiro da casa por morte do deão, em 1834. De planta regular, a Casa Grande, como é conhecida, apresenta dois andares, abertos por vãos regulares e bem ritmados que, na fachada principal, se relacionam entre si numa composição única - as portas e janelas do piso térreo são encimadas por um amplo lintel, formado por mísulas laterais que suportam um entablamento, a que se sobrepõe a base das janelas de sacada que constituem o piso nobre. A mesma composição que coroa os vãos térreos é repetida sobre as janelas de sacada, que terminam em frontões triangulares. Todo o alçado é ritmado por pilastras dóricas, que enquadram cada uma das composições descritas, o que acentua o sentido verticalizante do conjunto, apenas atenuado pelo friso que separa os dois andares e pelas linhas desenhadas pela regularidade dos diferentes traçados. Nos restantes alçados, o ritmo mantém-se ao nível do andar nobre, mas surge descontínuo no que diz respeito ao piso térreo. Ao centro da fachada, o frontão impõe-se, flanqueado por uma balaustrada, com vasos nas extremidades. O recurso a este género de linguagem, que se pauta pela utilização do frontão triangular (quer no coroamento dos vãos quer no próprio alçado), denuncia a emergência e o redescobrimento da linguagem clássica. No interior, desenvolve-se um amplo átrio (que permitia a entrada de cavalos), com uma escadaria cenográfica, iluminada por clarabóia de decoração em estuque, com medalhões em trompe-l'oeil. Nas salas do andar nobre reencontramos o mesmo género de decoração, de gosto neoclássico. As temáticas escolhidas oscilam entre os temas mitológicos e as paisagens. O mobiliário, a colecção de pintura e a vasta biblioteca era muito enaltecida pelos contemporâneos, entre os quais se destacam, naturalmente, o rei D. Fernando e o Duque da Terceira que, em 1852, visitaram a Casa Grande. (Rosário Carvalho) | ||||||||||||
| Processo | Campo da Hortas | ||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 3 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 2 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Guia de Braga turístico e histórico | MENDES, Fernando | Edição | 1994 | Braga | |
| Palácios e casas senhoriais do Minho | Obra |
Casa Grande - Vista geral
Casa Grande - Fachada principal
Casa Grande - Fachada principal
Palacete Vilar de Allen
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