| Terreiro da Batalha dos Atoleiros | |||||||||||||
| Designação | |||||||||||||
| Designação | Terreiro da Batalha dos Atoleiros | ||||||||||||
| Outras Designações / Pesquisas | Monumento comemorativo da Batalha de Atoleiros / Terreiro da Batalha dos Atoleiros (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt) | ||||||||||||
| Categoria / Tipologia | / | ||||||||||||
| Tipologia | |||||||||||||
| Categoria | |||||||||||||
| Inventário Temático | |||||||||||||
| Localização | |||||||||||||
| Divisão Administrativa | Portalegre/Fronteira/Fronteira | ||||||||||||
| Endereço / Local |
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| Distrito | Portalegre | ||||||||||||
| Concelho | Fronteira | ||||||||||||
| Freguesia | Fronteira | ||||||||||||
| Proteção | |||||||||||||
| Situação Actual | Classificado | ||||||||||||
| Categoria de Protecção | Classificado como MN - Monumento Nacional | ||||||||||||
| Cronologia | Portaria n.º 50/2023, DR, 1.ª série, n.º 34, de 16-02-2023 (fixou as restrições) (ver Portaria) Decreto n.º 3/2023, DR, 1.ª série, n.º 27, de 7-02-2023 (classificou como SIN com a designação de MN) (ver Decreto) Diploma aprovado no Conselho de Ministros de 19-01-2023 Relatório final do procedimento aprovado por despacho de 26-10-2022 da subdiretora-geral da DGPC Anúncio n.º 157/2020, DR, 2.ª série, n.º 132, de 9-07-2020 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 14-05-2020 do diretor-geral da DGPC Parecer de 4-03-2010 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura a propor a alteração do projeto de decisão (retirar a ZNA proposta) Despacho de 5-05-2016 da diretora-geral da DGPC a determinar a suspensão da tramitação do procedimento até à apresentação do relatório final dos trabalhos arqueológicos e por um prazo máximo de seis meses Anúncio n.º 73/2016, DR, 2.ª série, n.º 34, de 18-02-2016 (ver Anúncio) Despacho de concordância de 8-01-2016 do diretor-geral da DGPC Parecer favorável de 9-12-2015 da SPAA do Conselho Nacional de Cultura Proposta de 22-10-2015 da DRC do Alentejo para a classificação como SIN / MN Em 12-08-2015 a DRC do Alentejo enviou à CM de Froneira para parecer a proposta de classificação como MN, não tendo sido obtida resposta Despacho N.º 15/2015, de 19-03-2015 do diretor-geral da DGPC a prorrogar o prazo de conclusão do procedimento por mais um ano Despacho de concordância de 2-03-2015 do diretor-geral da DGPC Parecer de 17-12-2014 da SPAA do CNC a propor a continuidade de procedimento de classificação Anúncio n.º 105/2014, DR, 2.ª série, n.º 84, de 2-05-2014 (ver Anúncio) Despacho de 3-03-2014 do diretor-geral da DGPC a determinar a abertura de novo procedimento de classificação Proposta de 7-01-2014 da DRC do Alentejo para abertura de novo procedimento de classificação Nova proposta de classificação, de 15-09-2013 da CPHM, da APH e da UCP Despacho de 7-03-2013 da diretora-geral da DGPC a determinar a revogação do despacho de abertura de 8-02-2010, por não estar fundamentado Despacho de abertura de 8-02-2010 do director do IGESPAR, I.P. Proposta de classificação de 5-02-2010 da CM de Fronteira Caducidade determinada por despacho de 7-09-2009 do director do IGESPAR, I.P., por terem passado os prazos do procedimento Pareceres de 23-04-2008 e de 7-01-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a classificação como MN Processo reaberto por despacho de 19-02-2007 do presidente do IPPAR Parecer de 4-10-2006 do Conselho Consultivo do IPPAR a propor que seja competência do IPPAR propor a classificação dos Campos de Batalha Proposta de 28-07-2006 do EME Despacho de revogação de 14-11-2005 do Ministro da Cultura Despacho de homologado de 4-10-2004 da Ministra da Cultura | ||||||||||||
| ZEP | Em 12-08-2015 a DRC do Alentejo enviou à CM de Fronteira para parecer uma proposta de ZEP, não tendo sido obtida resposta Caducidade determinada por despacho de 7-09-2009 do director do IGESPAR, I.P., por terem passado os prazos do procedimento Parecer de 7-01-2009 do Conselho Consultivo do IGESPAR, I.P. a propor a aprovação | ||||||||||||
| Zona "non aedificandi" | |||||||||||||
| CLASS_NAME | Sítio | ||||||||||||
| Património Mundial | |||||||||||||
| Património Mundial Designação | |||||||||||||
| Cadastro | |||||||||||||
| AFECTACAO | 9823124 | ||||||||||||
| Descrição Geral | |||||||||||||
| Nota Histórico-Artistica | O desfecho da Batalha dos Atoleiros representou uma grande contribuição na resolução da crise dinástica gerada após a morte de D. Fernando I. Pelo tratado de paz de Salvaterra de Magos, destinado a terminar a terceira guerra com o reino vizinho, e assinado em 1383 entre o monarca português e D. João I de Castela, ficara acordado o casamento deste último com a infanta D. Beatriz de Portugal, celebrado pouco depois. Segundo as disposições do tratado, o filho que nascesse desse casamento herdaria o reino de Portugal, no caso de D. Fernando morrer sem deixar herdeiro varão. Quando tal aconteceu, e ficando regente D. Leonor Teles, o rei castelhano reclamou a coroa de Portugal e preparou a invasão do reino. Assim era despoletada a crise de 1383-85, que terminaria na vitória de D. João I na Batalha de Aljubarrota. Antes do combate final, no entanto, a independência nacional corria sério risco. Em 1384, D. João I de Castela marchou sobre Lisboa para a sitiar, ao mesmo tempo que outro exército castelhano invadia o Alentejo. D. João, Mestre de Avis, e filho bastardo de Pedro I, tornara-se então no líder da facção separatista portuguesa, e contava com D. Nuno Álvares Pereira, um cavaleiro fidalgo, como seu braço direito no campo militar, pelo que o nomeou fronteiro do Alentejo. Partindo de Lisboa, D. Nuno formou o seu exército pelo caminho, juntando cerca de 1.500 homens, incluindo 100 besteiros e 300 lanças. Esgotadas as possibilidades de negociação, o exército castelhano dirigiu-se ao seu encontro a 6 de Abril de 1384. D. Nuno Álvares Pereira decidiu esperar no lugar dos Atoleiros, um terreno pantanoso situado entre Sousel e Fronteira, a cerca de 60 km da fronteira com Castela, adequado à defensiva que planeava. Adoptou um dispositivo rectangular, constituído por vanguarda apeada, com sucessivas filas de lanças cravadas no chão, destinadas a enfrentar a cavalaria inimiga, numa táctica conhecida como a técnica do quadrado. As forças invasoras contavam com 1.000 lanças e 5.000 homens, incluindo alguns portugueses comandados pelo Prior do Crato, D. Pedro Álvares, irmão mais velho de D. Nuno. No entanto, a utilização da técnica do quadrado, uma das novas técnicas de defesa da infantaria quando em inferioridade numérica perante as forças de cavalaria pesada, e introduzida na Europa durante a Guerra dos Cem Anos, garantiu a vitória portuguesa. As tropas castelhanas, desorganizadas diante das lanças portuguesas, começaram a dispersar, sendo perseguidas durante o resto do dia. Segundo os relatos da época, do lado português não morreu nem ficou ferido nenhum soldado. D. Nuno Álvares Pereira foi nomeado Condestável do reino após este combate. Embora este tenha sido um combate curto, foi muito importante para as pretensões do Mestre de Avis e a defesa da independência nacional, afirmando ainda as possibilidades da infantaria no campo de batalha pela primeira vez na Península Ibérica. A propósito da refrega, Fernão Lopes diria que "(...) este Nuno Álvares foi o primeiro que, da memória dos homens até este tempo, pôs batalha de pé em terra em Portugal e a venceu". O local da Batalha dos Atoleiros é assinalado por uma placa indicativa e um memorial, inaugurado em 6 de Abril de 1979, onde estão colocadas lápides de homenagem à batalha e a D. Nuno Álvares Pereira, oferecidas por diversas entidades. Na vila de Fronteira existe ainda um singelo monumento comemorativo da batalha, constituído por um troço de coluna de fuste liso, sobre pequena base paralelepipédica. Sílvia Leite / DIDA / IGESPAR, I.P. / 22-08-2007 | ||||||||||||
| Processo | |||||||||||||
| Abrangido em ZEP ou ZP | |||||||||||||
| Outra Classificação | |||||||||||||
| Nº de Imagens | 6 | ||||||||||||
| Nº de Bibliografias | 1 | ||||||||||||
| TITULO | AUTOR(ES) | TIPO | DATA | LOCAL | OBS. |
|---|---|---|---|---|---|
| Crónica de D. João I | LOPES, Fernão | Edição | 1983 | Porto |
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Monumento evocativo da batalha
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Planta com a delimitação e a ZEP propostas pelo CC na primeira fase do processo (não prosseguiu)
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Planta com a delimitação do sítio objecto da proposta de classificação de Fevereiro de 2010 (não prosseguiu)
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Planta com a delimitação e a ZGP em vigor
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Planta anexa ao decreto de classificação como SIN/MN - com a delimitação do sítio e da respetiva ZGP
Terreiro da Batalha dos Atoleiros - Planta anexa à portaria que fixou as restrições, com a delimitação do SIN/MN e da ASA
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