Pesquisa de Património Imóvel.

DETALHES

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa
Designação
DesignaçãoEdifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa
Outras Designações / PesquisasCâmara Municipal de Vila Viçosa / Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa (Ver Ficha em www.monumentos.gov.pt)
Categoria / Tipologia /
Tipologia
Categoria
Inventário Temático
Localização
Divisão AdministrativaÉvora/Vila Viçosa/Nossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu
Endereço / Local
RUA LOCAL ZIP REF
Praça da RepúblicaVila Viçosa Número de Polícia:
LATITUDE LONGITUDE
38.778514-7.417903
DistritoÉvora
ConcelhoVila Viçosa
FreguesiaNossa Senhora da Conceição e São Bartolomeu
Proteção
Situação ActualClassificado
Categoria de ProtecçãoClassificado como MIM - Monumento de Interesse Municipal
CronologiaEdital n.º 957/2015, DR, 2.ª série, n.º 208, de 23-10-2015 (ver Edital)
Deliberação de 29-09-2015 da AM de Vila Viçosa a aprovar a classificação como MIM
Edital n.º 647/2015, DR, 2.ª série, n.º 137, de 16-07-2015 (ver Edital)
Despacho de 28-01-2015 do vice-presidente da CM de Vila Viçosa a determinar a abertura do procedimento de classificação como MIM
Despacho de concordância de 7-04-2015 do diretor-geral da DGPC
Informação favorável de 27-03-2015 da DRC do Alentejo
Pedido de parecer de 3-02-2015 da CM de Vila Viçosa sobre a eventual classificação como de IM
ZEP
Zona "non aedificandi"
CLASS_NAMEMonumento
Património Mundial
Património Mundial Designação
Cadastro
AFECTACAO181502
Descrição Geral
Nota Histórico-ArtisticaImóvel
O edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa encontra-se inserido em pleno centro urbano, na antiga Praça Nova de São Bartolomeu, hoje Praça da República.
Corresponde este edifício a um volume retangular de dois pisos com cobertura de quatro águas. Na fachada principal virada a noroeste, destaca-se um grupo homogéneo de janelas de peito com bandeira e um portal de entrada em mármore descentrado em relação ao conjunto. Apresenta este portal, elemento de maior relevo decorativo no conjunto edificado, um coroamento superior composto de frontão barroco decorado por cartela central ladeada por motivos fitomórficos. Dois pilares com capitéis em palmeira suportam a arquitrave sob o referido frontão. No andar nobre, por sua vez, surgem um conjunto de dez janelas idênticas de sacada com guarda de ferro composta por balaústres cilíndricos e anelados, rematados, nos ângulos, por esferas armilares. De destacar ainda, na fachada principal, o rodapé de cantaria e os cunhais almofadados de cinta fendida, enobrecidos pelos escudos de mármore com a representação das armas do reino do lado oriental e das armas da vila do lado oposto. O interior do piso térreo, muito alterado durante o século XX, compõe-se de um largo vestíbulo abobadado com pavimento em cantaria grossa de mármore. A escadaria de acesso ao andar nobre é de dois lanços com amplo arco de volta plena assente em pilastras apresentando, nas paredes laterais, painéis de azulejos azuis e brancos com molduras recortadas.
No primeiro piso, onde as salas possuem abóbadas de barrete, foi colocada, em 1863, uma portada quinhentista proveniente da demolição da igreja de S. Sebastião. O atual Salão Nobre, destinado às sessões de reunião de Câmara e que serviu, em tempos, de Consistório do Senado, corresponde a uma divisão ampla de planta retangular e pé-direito alto onde, no teto, surge pintado o brasão real português.

História
O atual edifício veio substituir os primitivos Paços do Concelho demolidos durante a Guerra da Restauração dada a necessidade de efetuar o reforço das linhas de defesa.
A construção do presente imóvel, desde logo destinado a servir como Paços do Concelho, iniciou-se em 1754 e terminou em 1757, tendo por arquiteto José Francisco Abreu natural de Elvas.
Nos pisos inferiores chegou a funcionar o celeiro comum da vila, o açougue e a cadeia. O piso superior, por sua vez, foi concebido para aposentadoria dos Provedores e Corregedores da Comarca sofrendo, no entanto, adaptações a outros fins tais como: residência do Juiz de Fora em 1819 e instalação da Biblioteca Pública em 1863 com o espólio proveniente da antiga livraria do Convento de Santo Agostinho.

Maria Ramalho/DGPC/2016, com a colaboração de Helder Soeiro/C.M.V.Viçosa.
Processo
Abrangido em ZEP ou ZPAntiga Farmácia Monte, incluindo o património móvel integrado
Igreja do Espírito Santo ou Igreja da Misericórdia de Vila Viçosa
Passos de Cristo / Estações da Via Sacra de Vila Viçosa

Outra ClassificaçãoVila Viçosa, vila ducal renascentista

Nº de Imagens8
Nº de Bibliografias3

BIBLIOGRAFIA

TITULO AUTOR(ES) TIPO DATA LOCAL OBS.
Compêndio de Notícias de Vila ViçosaESPANCA, Pe. Joaquim da RochaEdição1892Redondo
Evolução Artística dos Paços do Concelho de Vila Viçosa. "A Cidade de Évora", nº 56, p. 114-121ESPANCA, TúlioEdição1943Évora
Inventário Artístico de Portugal - vol. IX (Distrito de Évora, Zona Sul, volume I)Obra

IMAGENS

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - escadaria de acesso ao primeiro piso. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - salão nobre no primeiro piso. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - brasão real no teto do salão nobre. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - portal de entrada. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - escadaria interior de acesso ao primeiro piso. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - painéis de azulejo no interior do primeiro piso. C.M.V.Viçosa, 2004.

Edifício dos Paços do Concelho de Vila Viçosa - interior do salão nobre. C.M.V.Viçosa, 2004.

MAPA

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